Está aqui

Onda de solidariedade com Marega cruzou fronteiras

Clubes e jogadores de futebol de vários países divulgam mensagens de apoio ao jogador alvo de cânticos racistas. E também críticas a quem ficou em campo depois daquele ato vergonhoso.
Moussa Marega no arranque da época 2019/2020 no Estádio do Dragão. Foto José Coelho/Lusa

As imagens do abandono do campo por parte do jogador do Futebol Clube do Porto alvo de cânticos racistas no domingo em Guimarães correu mundo. E não tardaram a chegar mensagens de solidariedade com Moussa Marega. Para além de jogadores e clubes portugueses, também outros emblemas europeus como o Borussia de Dortmund, a AS Roma, a Fiorentina, o AC Milan, o Bétis de Sevilha, ou o brasileiro Vasco da Gama publicaram mensagens de solidariedade com o jogador e contra o racismo.

Críticas à falta de apoio dos colegas e à inação do árbitro

O mesmo aconteceu com jornalistas e títulos da imprensa desportiva estrangeira. Mas aqui, para além da solidariedade ser unânime, também se levantaram críticas à atitude dos restantes jogadores, quer da equipa adversária quer dos próprios colegas do jogador, que o tentaram demover ainda dentro de campo da sua intenção de abandonar o terreno de jogo.

Campanha "Kick it Out" aponta "flagrante desrespeito pelo protocolo" da equipa de arbitragem

Críticas que se estenderam também ao árbitro da partida, Luís Godinho, por ter reatado o jogo como se nada se tivesse passado a seguir à substituição a pedido de Marega. A campanha inglesa contra o racismo no futebol “Kick it Out” partilha as imagens do jogo, afirmando que “o flagrante desrespeito pelo protocolo é inaceitável e os jogadores deviam estar unidos e saírem juntos em condenação do racismo, em vez disto que aconteceu”.

Shaun Wright-Phillips: “Se fosse comigo, esperava que os meus colegas me apoiassem”

Também o jogador britânico do Manchester City Shaun Wright-Phillips criticou os colegas de Marega pela reação que tiveram “Posso imaginar o quão só ele se deve ter sentido naquela altura”, afirmou à Sky Sports, acrescentando que “para ser sincero, acho que foi vergonhoso”. “Se eu entro em campo com os meus companheiros, estou disposto a dar tudo de corpo e alma por eles. E é isso que espero deles em troca”, prosseguiu o jogador britânico, sublinhando que se lhe acontecesse o mesmo “esperava que os meus colegas me apoiassem. Mas não foi isso que fizeram e foi muito doloroso de ver, sobretudo por ele”.

Termos relacionados Sociedade
(...)