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OMS declara surto de ébola na RD do Congo “emergência sanitária mundial”

A Organização Mundial de Saúde elevou o surto de ébola na República Democrática do Congo para o nível de emergência sanitária internacional. Até ao momento, registaram-se mais de 2.500 casos de infeção e quase 1.670 mortes.
Foto de Army Medicine, Wikimedia.

O segundo pior surto de ébola de todos os tempos, que acontece na República Democrática do Congo (RDC), foi declarado oficialmente uma emergência sanitária internacional. A Organização Mundial de Saúde (OMS) exorta os países a “tomarem conhecimento e redobrarem os seus esforços”.

Até ao momento, registaram-se mais de 2.500 casos de infeção e quase 1.670 pessoas morreram nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, onde vários grupos armados e a falta de confiança local dificultaram os esforços para controlar o surto.

De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional da OMS, que “constitui um acordo legal vinculativo envolvendo 196 países em todo o mundo”, uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (PHEIC) é definida como “um evento extraordinário determinado que constitui um risco de saúde pública para outros Estados por meio da disseminação internacional de doenças e por potencialmente exigir uma resposta internacional coordenada”.

Segundo avança a OMS, o Comité “citou desenvolvimentos recentes no surto ao fazer a sua recomendação, incluindo o primeiro caso confirmado em Goma, uma cidade de quase 2 milhões de habitantes na fronteira com o Ruanda, e a porta de entrada para o restante da RDC e do mundo”.

O Comité lamenta que os atrasos recentes na obtenção de mais fundos internacionais para combater a doença esteja a restringir a resposta e reforça a necessidade de proteger os meios de subsistência das pessoas mais afetadas pelo surto, mantendo as rotas de transporte e as fronteiras abertas. Os especialistas defendem que é “essencial evitar as consequências económicas punitivas das restrições de viagem e comércio às comunidades afetadas”.

“É importante que o mundo siga estas recomendações. É também crucial que os Estados não usem (a declaração) como uma desculpa para impor restrições comerciais ou de viagens, o que teria um impacto negativo na resposta e nas vidas e meios de subsistência das pessoas na região”, afirmou Robert Steffen, presidente do Comité.

Na segunda-feira, o chefe de assistência humanitária da ONU, Mark Lowcock, alertou que o surto não seria adequadamente contido sem um “grande aumento na resposta”.

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