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OE2016: “Os fanáticos da austeridade estão desiludidos com este caminho”

À saída de uma reunião com o ministro das Finanças, Pedro Filipe Soares diz ter recebido garantias de que o Orçamento de Estado irá devolver salários e introduzir mais justiça fiscal no país.
Foto Paulete Matos.

Em declarações aos jornalistas no fim de uma reunião com Mário Centeno, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda diz estar convicto de que é “alcançável” o objetivo de haver “um Orçamento de Estado que garanta uma devolução dos rendimentos, uma melhoria da situação económica do país e um desagravamento fiscal sobre as famílias para introduzir mais justiça fiscal no país”.

“Estamos a cumprir o objetivo que tínhamos neste processo: retirar o peso da austeridade sobre a vida das pessoas, devolver salários e pensões, virar a página da austeridade”, afirmou Pedro Filipe Soares no final do encontro que contou também com a presença dos deputados Jorge Costa e Mariana Mortágua e do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos.

“Aqueles que são os fanáticos da austeridade obviamente estarão sempre desiludidos com este caminho. Mas foi o povo português que lhes retirou o tapete nas eleições passadas, ao dar espaço a uma enorme maioria parlamentar capaz de garantir esses direitos às famílias”, prosseguiu o líder parlamentar bloquista.

“Do lado da Europa, há uma estranheza em relação a políticas deste género. Não é novidade para nós mas também não devia ser novidade para as instituições europeias que o povo português quer virar a página da austeridade. Foram-nos dadas garantias de que assim será”, concluiu o deputado do Bloco.

Pedro Filipe Soares recusou-se a falar de medidas concretas que o governo está a negociar com Bruxelas para viabilizar a proposta de Orçamento junto das instituições europeias, justificando que “há um debate em curso sobre a forma como são contabilizadas as diferentes medidas – temporárias ou estruturais – e foram dadas garantias de que não haverá agravamento de nenhuma condição sobre salários e pensões. O processo não está terminado e não nos compete a nós estar a definir aquilo que ficará vertido no Orçamento no momento próprio”.

“Do lado da Europa, há uma estranheza em relação a políticas deste género. Não é novidade para nós mas também não devia ser novidade para as instituições europeias que o povo português quer virar a página da austeridade. Foram-nos dadas garantias de que assim será”, concluiu o deputado do Bloco.
 

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