As negociações para o Orçamento do Estado para 2018 prosseguem e é pouco provável que os principais dossiers fiquem fechados durante o verão, como era desejo do Bloco, afirmou o líder parlamentar bloquista em entrevista dada esta terça-feira à TSF.
O prolongamento das negociações, avança Pedro Filipe Soares, deve-se "em larga medida, à incapacidade de se chegar a uma análise correta sobre os benefícios que têm a despesa pública e o investimento no Estado, na dinâmica da economia".
"Seria de esperar que depois destes resultados económicos terem demonstrado ser positivos, sólidos e consistentes ao longo do tempo que o Governo acreditasse mais no que está a fazer do que aquilo que acredita, mas esse medo ainda nos tem impedido de chegar a alguns resultados", afirmou Pedro Filipe Soares.
"A conversa que gostávamos que estivesse acelerada continua a ser adiada nas suas conclusões e, por isso, teremos um outono mais animado que seria necessário”, resumiu o líder parlamentar bloquista, que continua confiante num “bom desfecho”.
Durante a entrevista, Pedro Filipe Soares falou ainda do roubo de armamento na base de Tancos, apontando a falta de “uma palavra ao país” por parte do governo.
"Confiamos que as Forças Armadas que têm os meios de guerra, são capazes de os guardar. É gravíssimo o que aconteceu e ninguém pode normalizar algo que é absolutamente anormal”, prosseguiu, antes de criticar as prioridades “erradas” na área da Defesa. "Há investimentos quotidianos que seriam mais urgentes do que ter uma política para Donald Trump ver ou para a NATO aprovar”, rematou.