“O aumento extraordinário das pensões tem de ser para todos”, afirmou Pedro Filipe Soares, em declarações aos jornalistas, explicando que para além do “dossier” das pensões, que não está ainda fechado, o Bloco vai bater-se pela aprovação de outras medidas “ainda não fechadas”, como o descongelamento das carreiras da função pública e o adicional de IRC a aplicar às empresas.
O descongelamento das carreiras na função pública “está bem encaminhado, mas não fechado”, disse Pedro Filipe Soares, no final de uma reunião, no parlamento, sobre o Orçamento do Estado para 2018 (OE 2018), com o Ministro das Finanças, Mário Centeno, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos.
O Bloco espera que este dossier seja fechado até sexta-feira, data da entrega do OE 2018 na Assembleia da República, admitindo que a discussão continuará no debate na especialidade, que se prolonga até novembro.
Atingimos a meta do desagravamento de 400 milhões de euros no IRS das famílias.
A “tentar fechar” antes de sexta está também a questão do adicional de IRC a aplicar às empresas, não se sabendo ainda se tal irá aplicar-se ou não, já não no próximo orçamento.
O líder parlamentar do Bloco destacou ainda as questões relativas ao IRS que já estão acordadas: “Atingimos a meta do desagravamento de 400 milhões de euros no IRS das famílias”, a “introdução de dois novos escalões” e um “aumento do mínimo de existência”, acrescentou.
Segundo relata a Lusa, minutos depois de a delegação do PSD ter dito, após a reunião com o Governo, que estava previsto um desaceleramento da economia em 2018, Pedro Filipe Soares não quis “entrar em querelas” com os sociais-democratas e acusou a deputada e ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, representante do PSD na reunião com o executivo, de não ter “moralidade alguma” para falar em crescimento económico por ter sido “responsável por uma das maiores recessões no país na última década”.