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OCDE quer “deitar gasolina no fogo”

Medidas teriam como consequência uma depressão ainda maior da economia portuguesa, com a redução do poder de compra das famílias e a limitação das capacidades de crescimento,diz o deputado José Gusmão.
José Gusmão: “Os países não podem ser todos exportadores líquidos ao mesmo tempo”. Foto de Paulete Matos

Aplicar as recomendações da OCDE provocaria uma depressão ainda maior da economia portuguesa, com a redução do poder de compra das famílias e a limitação das capacidades de crescimento, disse o deputado José Gusmão, do Bloco de Esquerda, em reacção ao relatório da OCDE divulgado hoje pelo seu secretário-geral

“A aplicação deste conjunto de medidas seria deitar gasolina no fogo”, disse, referindo-se às recomendações de subida do IVA e do IMI, que, segundo a OCDE, garantiriam a consolidação orçamental e restabeleceriam a confiança dos mercados.

Para o deputado do Bloco, as medidas teriam como consequência “uma depressão ainda maior e o aumento do desemprego, que são precisamente os principais problemas estruturais das economias europeias”.

No entender de José Gusmão, o que a OCDE “apresenta como objectivo para a condução deste tipo de políticas é os países poderem passar a ser exportadores líquidos, ou seja, apostarem nas exportações para promover o seu crescimento”. Mas, acrescentou, “os países não podem ser todos exportadores líquidos ao mesmo tempo”.

Resultado: redução do poder de compra das famílias de todos os países que as aplicarem, limitando as capacidades de crescimento e provocando o aumento do desemprego.

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