Claro que houve uma Convenção do BE um mês antes das eleições, em que pouco faltou para o Unanimismo, dirigindo a convenção o camarada Pedro Soares como bom disciplinador que é, quase o conseguiu…
Sabemos porque a maioria não aceitou fazer a convenção só depois das eleições, porque se queria legitimada… será que agora, após uma derrota tão expressiva da sua estratégia aprovada, se sente legitimada?
Então qual é a consequência de se reconhecer “humildemente” a responsabilidade?
Fica tudo na mesma, como nas autárquicas?
Lá vamos andando até ao esvaziamento?
A necessidade de convenção extraordinária, é uma necessidade.
Podem até calar, mais uma vez, as exigências de debate aprofundado, concreto, alargado em todas as estruturas do BE, mas por quanto tempo? Até ficarem a falar sózinhos?
O projecto é lindo, pá (adaptando o que escreveu o cantor) mas tem de se manter com capacidade de avaliação crítica e de regeneração.
Podem usar a má-lingua do passado: foram os metralhas, foram os ruptura, agora é a direita. Nós dizemos, estes são os velhos métodos que explorando os fantasmas, as frustrações, a culpa de pouca mobilização, foram ao longo da história triste das organizações de esquerda, focando em falsos inimigos internos a desculpa para não se OLHAR as causas efectivas para as derrotas. Poderíamos até rotular a atitude de stalinista… mas achamos que é tão só a frustração de a realidade não colar no desejo.
Temos a convicção inteira de que o mais forte património que o projecto escrito no COMEÇAR DE NOVO acrescentou à luta, foi a determinação de afirmar que cada activista é sujeito pleno da urgente transformação social. A diferente opinião reconhecida como enriquecedora, a divergência dirimida com o intuito de concretizar proposta.
Reconhecemo-nos na atitude de ir à luta toda e não no defensismo que nos remete para territórios minados de conservadorismo e imobilismo.
Insistimos por aí… o segredo está em aplicar realmente novas metodologias, que integrem todos os contributos, cada opinião, que efectivamente garantam que cada um será considerado, com toda a complexidade social e política na construção do imenso puzzle que se constitui como Caminho na transformação social indispensável para acabar com a selva capitalista.