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“O trabalho é a nossa grande luta”

Na Lagoa de Óbidos, Catarina Martins falou de trabalho, afirmou que o Bloco chega a estas eleições “assumindo tudo o que fez” e alertou: “Quem diz uma coisa e apresenta outras contas das duas uma: ou tem promessas que não quer cumprir ou está a prometer cortes que não pôs no programa”.
"O trabalho é a nossa grande luta", afirmou Catarina Martins na Lagoa Óbidos - Foto de Paula Nunes
"O trabalho é a nossa grande luta", afirmou Catarina Martins na Lagoa Óbidos - Foto de Paula Nunes

Realizou-se neste domingo, 8 de setembro, na Lagoa de Óbidos, uma sardinhada e sessão política do Bloco de Esquerda, em que intervieram Catarina Martins, José Gusmão (eurodeputado), Ricardo Vicente (cabeça de lista por Leiria) e Heitor de Sousa (deputado e mandatário distrital).

“Ao contrário de outros partidos, o Bloco de Esquerda apresenta-se a estas eleições assumindo tudo o que fez. Com aquilo que acançou e com aquilo que ficou por fazer, mas assumindo também tudo o quer fazer com total transparência”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda na sua intervenção.

E alertou: “Quem diz uma coisa e apresenta outras contas das duas uma, ou tem promessas que não quer cumprir ou está a prometer cortes que não pôs no programa”.

A coordenadora bloquista falou dos “tempos complicados” que vivemos, no tanto que há a fazer e elogiou: “a gente que luta, que não descansou, que votou em 2015 e que lutou todos os dias destes quatro anos pelas condições de um país onde se possa viver de cabeça erguida”. “É gente que faz acontecer”, realçou.

Concentrando-se sobre as questões laborais, Catarina Martins salientou que Portugal é “um país de salários baixos e precários” e defendeu que “é preciso ir à luta por uma legislação laboral de dignidade, que combata a precariedade, que não troque contratos a prazo por período experimental e que lute sim por contratos efetivos em todos os postos de trabalho permanentes”.

A coordenadora bloquista destacou também a necessidade de “responder aos 700 mil trabalhadores por turnos” e de compreender a dificuldade da sua vida, “de como precisam de ser protegidos”.

Defendeu igualmente “a capacidade de subir o salário mínimo nacional, que continua a ser um dos mais baixos da Europa, quando a conta do supermercado não é seguramente das mais baixas” e pugnou “por um país que puxe por todos os salários, acabando com os cortes nas horas extraordinárias, permitindo que toda a gente tenha a justa redistribuição do seu esforço”.

“Este país é construído por gente que trabalha tanto e ganha tão pouco”, afirmou, frisando que “o trabalho é a nossa grande luta” e apontando igualmente a necessidade de “serviços públicos para toda a gente”.

A concluir, Catarina Martins declarou: “No Bloco de Esquerda gostamos de contas certas e de transparência. Um país que deu 25 mil milhões de euros à banca nos últimos anos, seguramente deve agora investir nas suas pessoas”.

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