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“O SNS tem de ter uma política de prevenção que chegue a toda a gente”

Esta terça-feira, em visita ao GAT - Grupo de Ativistas em Tratamentos, Catarina Martins afirmou que "é necessário haver uma articulação do SNS com comunidades muitas vezes excluídas e discriminadas" e insistiu numa política de prevenção universal.
Fotografia de Paula Nunes
Fotografia de Paula Nunes

Em declarações à imprensa, Catarina Martins afirmou que “o GAT tem um trabalho muito importante de prevenção, de acompanhamento, de saúde pública, junto de populações que são excluídas por uma série de fatores”. “As questão da saúde pública e da prevenção são questões centrais na responsabilidade do Estado”, considerou.

A coordenadora do Bloco afirmou ainda que o contacto com associações como o GAT é útil para que se perceba que programas são necessários e lembra que “em anos em que se foi cortando na saúde, programas de prevenção e de acampamento de populações vulneráveis ficaram fragilizados”. No seu entender, o apoio de associações como esta é necessário para que se chegue às populações mais excluídas.

Programas “sobre doenças como VIH, hepatites, tuberculose” chegam “a toda a gente, a pessoas a quem o SNS muitas vezes fecha a porta”, apontou.

Assim, a coordenadora do Bloco defendeu que “a saúde pública em Portugal passa por reforçar o trabalho com toda a gente: a saúde na comunidade, a prevenção da doença, menos preconceito e mais intervenção para termos um país com mais saúde e mais direitos humanos”.

Conhecer a realidades destas associações traz vantagens para se perceber “a articulação que o SNS pode fazer com estas associações que lidam diretamente com comunidades que, muitas vezes, são discriminadas e excluídas”. “O SNS tem de ter uma política de prevenção que chegue a toda a gente”, afirmou, lembrando que a lei diz que o SNS abre a porta a toda a gente, mas que há casos de imigrantes sem cartão de utente que vêem negado o tratamento a doenças infecciosas. “Primeiro deve tratar-se a doença, depois os papéis”, afirmou Catarina Martins, lembrando que “em Lisboa não há nenhum hospital a ter este trabalho de intervenção”.

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