Catarina Martins participou esta sexta-feira, 1 de setembro de 2017, numa ação de campanha em Vila do Conde em conjunto com o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara do concelho, António Louro Miguel.
À margem da ação, a coordenadora bloquista falou sobre serviços públicos, nomeadamente Serviço Nacional de Saúde (SNS) e Escola Pública, bem como sobre o IRS no próximo Orçamento de Estado 2018.
Serviços Públicos precisam de mais orçamento
“Para o Bloco de Esquerda, o reforço dos serviços públicos, nomeadamente os serviços públicos essenciais e que servem toda a população, é uma exigência do Orçamento do Estado”, afirmou Catarina Martins, que questionou: “Quem não sabe que o SNS precisa de mais orçamento para responder às necessidades da população? Quem não sabe que a Escola Pública precisa de mais meios para responder a toda a população?”
A coordenadora bloquista sublinhou que, “no momento em que todos os indicadores nos mostram a economia a melhorar, nos mostram alguma folga do ponto de vista orçamental”, é necessário reforçar o orçamento das áreas “essenciais à coesão social, à igualdade, ao bem-estar, à qualidade de vida das populações”.
Sublinhou também a necessidade de reforçar o orçamento de outras áreas, como a ciência e a cultura, áreas que “têm estado esquecidas no orçamento e que neste orçamento precisam de ter um novo peso”.
A coordenadora bloquista lembrou ainda que “o problema enorme que existe nos serviços públicos em Portugal é o desinvestimento que foi feito ao longo de muitos anos”.
“Na verdade, os serviços estão tão frágeis que precisam mesmo de mais orçamento para recuperar a sua capacidade de servir a população", reafirmou a deputada.
Alívio fiscal e criação de mais escalões
“É expectável e desejável que os escalões do imposto sobre rendimentos (IRS) sejam ajustados”, afirmou Catarina Martins, considerando “essencial que o alívio fiscal tenha impacto sobretudo para quem tem rendimentos mais baixos”.
“Uma coisa é modelar os limiares dos tetos do IRS de acordo com o que foi a subida do salário mínimo nacional, outra coisa é a criação de mais escalões. O que precisamos é que, no cômputo geral das alterações ao IRS, haja um alivio fiscal significativo para quem vive do seu salário, da sua pensão”, sublinhou a coordenadora bloquista.