“O que diz a quem hoje está nas esperas das urgências porque não investiu esses 385 milhões de euros na saúde onde devia ter investido?”, perguntou Catarina Martins ao primeiro-ministro António Costa, no primeiro debate quinzenal de 2018.
“Duas décimas” do défice que “é uma gota de água para a dívida” e que para o SNS “faria toda a diferença” e não poria em causa as metas do défice de 2017”, explicou.
“O problema é quando o Governo decide não pôr esse dinheiro no SNS está a falhar aos compromissos com o país para cumprir compromissos que não lhes foram pedidos por Bruxelas. E é isso que é absolutamente inexplicável”, acusou.
Dinheiro que, segundo a coordenadora bloquista, o executivo poupou e poderia ser utilizado para a contratação de 600 médicos especialistas que são necessários ao sistema.
Sobre o combate à precariedade e as alterações à legislação laboral, Catarina Martins deixou claro que “não podemos esperar mais”, alertando para a existência de estudos a demonstrar que o valor médio do salário está a aproximar-se do salário mínimo e que o emprego continua a ser precário.