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"O Governo está a poupar à conta das vítimas da crise"

Após a reunião com o Presidente da República, Catarina Martins lembrou que o Parlamento vai decidir em breve sobre iniciativas como a da prorrogação dos subsídios sociais, proposta pelo Bloco. E voltou a sublinhar a preocupação com os milhares de milhões de euros que ficaram por executar no passado Orçamento.
Foto de António Cotrim | Lusa

Em conferência de imprensa após a reunião com o Presidente da República no âmbito da renovação do Estado de Emergência, Catarina Martins começou por referir que “sabemos todos que ainda nos espera um período longo, também pela escassez na produção de vacinas e da sua distribuição na Europa. Portanto, o confinamento irá prolongar-se”.

Para a coordenadora bloquista, esta situação reforça a importância dos apoios sociais e do investimento nos serviços públicos que estão na primeira linha. "Desse ponto de vista, o facto de o Governo não ter decidido executar 7 mil milhões de euros do Orçamento de Estado e do Orçamento Retificativo do ano passado parece-nos particularmente preocupante”, sublinhou Catarina.

“Acresce que, como sabem, os apoios sociais deixam neste momento muitas pessoas de fora. Estamos muito preocupados porque o Governo está a poupar à conta das vítimas da crise e prejudicando mesmo o combate à própria pandemia com a falta de meios humanos, nomeadamente na saúde pública”, prosseguiu.

Para a dirigente do Bloco, “este é o momento para corrigir esse erro”, e lembrou que no Parlamento vão ser votados projetos importantes, como por exemplo, as prorrogações dos subsídios de apoio social.

Questionada pelos jornalistas acerca do sentido de voto na renovação de mais um Estado de Emergência, Catarina Martins respondeu que “nós nunca revelamos o voto sem ler o decreto" e desta vez não será diferente.

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