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O BE precisa de sonho e luta com princípios socialistas

Contributo de João Ferreira

O problema já cá estava antes, da última derrota ou terramoto eleitoral! Com o apoio a Manuel Alegre, confundimos os eleitores, como aproximação ao PS, e na Moção de censura a negação e demarcação do PS, encontro com o PCP os eleitores ficaram na expectativa de uma aliança Eleitoral Bloco/ PCP e não falarmos com a Troika, encurralados entre a espada e a parede; e eu que apoiei, desde a primeira hora, toda esta política, errante e trapalhona, como bom aluno e como pau mandado muito melhor, querendo continuar a luta, e o sonho, tenho de corrigir o tiro retirando daqui a devida lição.

Muito difícil, é bem descrever, o principal problema actual do BE. A derrota é de todos que estão na luta, assim como a vitória, outra coisa oposta e nociva é afirmar que as vitorias e derrotas são do Partido, estranha forma de fingir, debate ou fugir de medo, como hoje não, cautela com o que se diz, estão na sala novos aderentes, agora não, vamos distribuir as tarefas, agora fica para a próxima convenção, é eleições não discutimos pessoas, camaradas contra, camaradas, não é de bom-tom questionar; um Deputado cá da terra é que era, alguém previne não há cá ninguém que aceite, e justifica, a vida de eleito não é nada fácil, é quase escravo, os camaradas podem ser contra a paridade o casamento gay e lésbico e os seus direitos parentais, os sindicatos e os funcionários públicos isto já é demais! E eu religiosamente há 40 anos sindicalizado, e militante grevista, sou parvo, que responsabilidade têm as correntes fundadoras nesta matéria, o Bloco defende 50%de género, na paridade, está aplicado no grupo Parlamentar, um bom exemplo para aplicar em todo o Bloco, e muitas e boas práticas, tardam em chegar cá abaixo, agora ao arrepio do pêlo, é irresponsável todo aquele que traveste a democracia e a pluralidade como arbustos e usa, abusa e cala esta realidade. Isto não vai lá com bom exemplo, mas pode ajudar.

O BE precisa, de sonho, e luta com Princípios Socialistas.

Centralismo, Estatuto social, poder oculto, correntes, maioria, minoria, mesmo os que já fizeram esta discussão nos anos oitenta dentro do PC (R) UDP todos podemos anuir para a solução, porque certo é sempre haver problema e, nem sempre solução.

Com vontade política, encontremos nas entranhas de todas as nossas dores, a melhor solução.

João Ferreira, Aderente nº919

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