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Novo líder sindical do PS apoia propostas do Bloco rejeitadas pelo Governo

O novo presidente da Tendência Sindical Socialista e candidato à liderança da UGT defende que “já é altura de repor aquilo que a troika nos retirou”.
Mário Mourão
Mário Mourão. Foto SBN/Facebook

A reversão das alterações introduzidas durante a vigência do memorando da troika na lei laboral, como as da redução da compensação por despedimento ou do pagamento do trabalho suplementar, a par da caducidade dos acordos na contratação coletiva, foi uma das propostas que o Bloco levou à negociação para viabilizar o Orçamento do Estado e que o PS recusou liminarmente.

Esta quinta-feira, em entrevista ao Público e à Rádio Renascença, o recém-eleito líder da Tendência Sindical Socialista e futuro candidato à liderança da UGT, retoma a urgência dessa reversão nas leis laborais, sublinhando que “muitas das alterações foram feitas num quadro de imposição”.

“Acho que em relação a estas matérias introduzidas no tempo da troika devíamos fazer uma agenda com timings certos para começar a recuperar a legislação aprovada num período difícil que o país viveu mas que hoje já não se justifica, porque serve apenas para degradar as relações do trabalho”, afirmou Mário Mourão, que já foi deputado do PS e preside ao Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal, o antigo Sindicato dos Bancários do Norte.

Em relação às indemnizações por despedimento, o sindicalista do PS diz que “já é altura de repor aquilo que a troika nos retirou e que se vá gradualmente aumentando e repondo o que estava antes”.

Questionado diretamente se o seu partido esteve mal ao chumbar as propostas da esquerda para reverter estas medidas, Mário Mourão responde: “Não sei se esteve mal. O que temos é de encontrar mecanismos que não deixem do lado dos patrões um poder tão grande e discricionário. Basta uma das partes deixar de negociar para que a caducidade acabe por surgir. Temos de impedir que a caducidade se concretize se não houver vontade negocial”.

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