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Novo incêndio na Sapec revela falta de acompanhamento ambiental

O segundo incêndio no espaço de um mês no parque industrial da Sapec em Setúbal reforça a necessidade da criação de uma Comissão de Acompanhamento por parte da Câmara de Setúbal, defendem autarcas bloquistas.
Incêndio na Sapec
Incêndio na Sapec. Imagem Hugo Marques/Facebook

Depois do incêndio de 14 de fevereiro que libertou uma nuvem de dióxido de enxofre e fez vários feridos por inalação de fumos, esta semana voltou a deflagrar um incêndio no parque industrial da Sapec. Desta vez, a Agência Portuguesa do Ambiente afirma que as consequências foram menos gravosas dada a intensidade moderada do vento que permitiu dispersar a nuvem poluente para sudeste.

Veja aqui as imagens do incêndio desta terça-feira:

“É necessária uma postura séria e decisiva face aos riscos”

Para os autarcas bloquistas de Setúbal, a repetição dos acidentes naquele parque industrial reforça a proposta apresentada na Assembleia Municipal no mês passado pela bancada do Bloco, no sentido de se constituir uma Comissão de Acompanhamento Ambiental Cidadania Viva para a zona industrial da Mitrena onde está inserida a Sapec, Portucel e Lisnave.

“É necessária uma postura séria e decisiva face aos riscos”, afirma a concelhia bloquista de Setúbal em comunicado, lembrando que “a situação expõe riscos graves para a população local que são agravados por decisões de ordenamento territorial erradas”.

O grupo parlamentar do Bloco também reagiu ao incêndio de 14 de fevereiro, em particular sobre as falhas detetadas na montorização da qualidade do ar, que impediram o registo dos níveis de enxofre nas localidades afetadas no próprio dia do incêndio que obrigou ao encerramento das escolas em Setúbal.

As explicações oficiais deram conta de uma avaria da unidade móvel de medição de qualidade do ar no dia do incêndio, pelo que o Bloco pediu garantias ao Ministério do Ambiente de que esses meios estarão sempre disponíveis em todo o país e em particular nas áreas com fatores de risco, como é o caso das empresas químicas.

“Este incidente mostrou as fragilidades do sistema de monitorização e intervenção em casos destes. As consequências poderiam ter sido mais gravosas caso a substância em causa fosse mais perigosa para a saúde pública”, sublinha o grupo parlamentar do Bloco.

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