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“A nossa tarefa é transformar a emergência climática em insurgência climática”

Mário Tomé, mandatário nacional da candidatura do Bloco às eleições legislativas, interveio na sessão de encerramento do Fórum Socialismo 2019.

Na intervenção de abertura desta sessão, o mandatário nacional da candidatura do Bloco às legislativas, Mário Tomé, falou da crise estrutural do capitalismo que lançou as bases para a criação de “uma rede financeira e política que vai integrar os extraordinários avanços científicos, a que chamarei de Leviatã tecnológico”. Corremos assim “um risco sério de termos um fascismo mundial tecnológico”, avisou.

“Mais progresso capitalista está a significar mais retrocesso social”, prosseguiu Mário Tomé, contrapondo a que “a crítica ao capital terá de ser a crítica ao próprio trabalho como instrumento fundamental do capital para a transformação do valor em mais-valia. O capital não produz valor, produz lucro”, afirmou.

Apoiando-se nas “duas coordenadas de Marx para o movimento socialista: a utopia e a revolução”, Tomé alertou também que “a esquerda não pode ter medo de si própria” nem “dar cobertura a acordos e alianças com base em políticas titubeantes” que não dão resposta aos problemas de quem trabalha.

“Não podemos correr o risco de perdermos o horizonte de rutura com o capitalismo”, numa altura em que regressa a ameaça da guerra nuclear - “que é a grande chantagem (...) mas nenhuma potência se mete nela” - e em que “a nossa tarefa é transformar a emergência climática em insurgência climática”. É com um programa apoiado nesta base radical e no pensamento socialista que “ajudaremos a derrubar os muros e a dissipar o nevoeiro com que os ideólogos tentam desacreditar os nossos sonhos e impedir a sua concretização”.

 

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