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Negada entrada em Israel a ativista pro-palestiniana

Ariel Gold, dos Code Pink, ia participar num programa de estudos judaicos na Universidade Hebraica, mas ministros consideraram que queria pressionar um boicote a Israel. O país prepara-se para fechar as portas aos apoiantes da causa palestiniana.
Com esta nova política, parece tornar-se muito mais difícil que a comunidade internacional possa saber o que se passa na situação de colonização da Palestina por parte de Israel.
Com esta nova política, parece tornar-se muito mais difícil que a comunidade internacional possa saber o que se passa na situação de colonização da Palestina por parte de Israel.

As autoridades israelitas impediram que uma ativista judia pró-palestiniana entrasse no país no domingo passado e deram início aos procedimentos necessário para deportá-la devido à sua defesa de que Israel tem de ser boicotado.

Ariel Gold disse que tinha organizado a visita com as autoridades israelitas e que, ainda assim, estava a ser deportada depois de ter aterrado no Aeroporto Internacional Ben-Gurion.

Gold é o co-diretora nacional do grupo ativista de esquerda norte-americano Code Pink e defensora do movimento BDS (Boycott, Divestment, Sanctions), que tem o objetivo de isolar Israel internacionalmente.

“Estou no aeroporto de Tel Aviv a ser deportada. Arranjei um visto com antecedência para entrar no país, mas eles a recusar-se a honrá-lo e estão agora a deportar-me”, escreveu no Facebook.

O ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, que pediu ao ministro do Interior, Aryeh Deri, para lhe cancelar o visto, disse que foi impedida de entrar devido ao seu apoio ao movimento BDS.

“Quem agir em prol de um boicote a Israel e vir aqui para causar danos, não entrará no país”, escreveu no Twitter.

Gold teria chegado a Israel com um visto para participar num programa de estudos judaicos na Universidade Hebraica de Jerusalém. Em entrevistas, falou do seu desejo de aprender mais sobre o judaísmo.

No entanto, as autoridades israelitas acreditavam que se deslocava ao país para pedir apoio ao boicote a Israel.

O caso mostra que Israel está a tornar-se muito mais severo em relação aos partidários da causa palestiniana, uma vez que o governo afirma que todos os partidários do movimento BDS serão impedidos de entrar.

Na sua página de Facebook, o grupo Jornalismo de Causas afirma que “na sequência da deportação de Ariel Gold e das declarações de Gilad Erdan, antigo líder da juventude do Likud e actual ministro da segurança pública e dos assuntos estratégicos, ficou claro que Israel assumiu como orientação estratégica algo que até aqui era discricionário, e que se prende com a proibição de entrada de todos os que não subscrevam a política de Israel e se coloquem ao lado dos direitos humanos dos palestinianos.”

Os jornalistas da página, “empenhados em voltar à Palestina”, afirmam que não poderão fazê-lo “a partir de uma entrada controlada pelo exército de Israel, cujo resultado será apenas a exposição da segurança dos jornalistas sem qualquer ganho para o relato do quotidiano dos palestinianos, o único motivo da nossa reportagem”.

Com esta nova política, parece tornar-se muito mais difícil que a comunidade internacional possa saber o que se passa na situação de colonização da Palestina por parte de Israel.

Termos relacionados Massacre na Palestina, Internacional
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