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“Não vamos esquecer o povo palestiniano”

A Manifestação Nacional Palestina Livre decorreu em várias cidades do país. Em Lisboa, Mariana Mortágua defendeu que Israel tem de ser travado na sua “política de genocídio” e que Portugal deve reconhecer “autonomamente e sem hipocrisias” o Estado Palestiniano.
Manifestação pela Palestina. Foto de José Sena Goulão/Lusa.

Este sábado foi mais um dia de mobilização em solidariedade para com o povo palestiniano em várias cidades do país. Lisboa, Braga, Faro e Angra do Heroísmo responderam ao apelo de mais de 30 organizações para a realização de uma Manifestação Nacional Palestina Livre com o objetivo de defender o fim genocídio do povo palestiniano, um cessar-fogo permanente e que se abra caminho à criação de um Estado livre e independente.

Em Lisboa, foram milhares de pessoas a entoar palavras de ordem como "o que queremos do parlamento? Boicotes, sanções e desinvestimento” ou “Gaza, escuta, gritamos a tua luta”. Presente nesta ação, Mariana Mortágua destacou que o Bloco “tem participado em todas as manifestações em defesa dos direitos humanos, em defesa do povo de Gaza” para prestar solidariedade e “para dizer que não esquecemos as mortes que todos os dias acontecem em Gaza e que não esquecemos que a Palestina tem direito ao seu auto-reconhecimento.”

A coordenadora bloquista descreve uma situação em que “há um massacre que dura há meses” no qual “morreram mais de 27.000 pessoas”, “a maior parte são mulheres, são crianças.” Aliás, “foram mortas mais crianças em Gaza nestes meses do que em todos os conflitos mundiais nos últimos cinco anos”.

Fotografia de Rodrigo Gorgulho.

Defende por isso que “Israel tem de ser travado neste desastre, nesta política de genocídio que está a levar a cabo contra Gaza” e invoca quer a acusação que está a ser avaliada no Tribunal Penal Internacional quer “as posições que António Guterres tem tido na defesa dos direitos humanos em Gaza”.

Face a isto, o Bloco pensa que “Portugal tem o dever de reconhecer o Estado palestiniano” e deve fazê-lo “autonomamente, sem hipocrisias”. Para além disso, o país “deve também pressionar Israel para que Israel trave este massacre, trave este atentado aos direitos humanos e esta política de genocídio.”

Denuncia ainda a “enorme hipocrisia dos maiores Estados do mundo que acabam por ficar ao lado de Israel enquanto se passa debaixo dos nossos olhos o maior massacre”. Uma das vias é que se lhe aplique “a mesma política que o mundo teve contra o apartheid da África do Sul”, ou seja um boicote e sanções que “obriguem Israel a cumprir a lei internacional”.

Mariana garante que “não vamos esquecer o povo palestiniano”. E que, apesar de Israel  “atacar toda a gente que se atreve a falar em defesa do povo de Gaza, em defesa do povo palestiniano”, quem se manifesta afirma que não tem medo e que estará “sempre ao lado do povo palestiniano” na defesa do seu direito à auto-determinação.

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