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“Não se compreende que a banca privada tenha sempre prioridade sobre os serviços públicos”

No debate com o primeiro-ministro, Catarina Martins afirmou “não estamos a discutir porque é que existe folga. Estamos sim a discutir o que fazemos com ela” e questionou que a banca tenha sempre prioridade sobre os serviços públicos.
Catarina Martins afirmou que “para proteger o país das crises futuras, a nossa responsabilidade é reconstruir a capacidade do SNS e da Escola Pública"
Catarina Martins afirmou que “para proteger o país das crises futuras, a nossa responsabilidade é reconstruir a capacidade do SNS e da Escola Pública"

A coordenadora do Bloco de Esquerda começou por lembrar que, em 31 de dezembro de 2017, foi ativada a garantia do Estado português ao Novo Banco, no montante de 792 milhões, que será dado à Lone Star. “São quase 800 milhões de euros desviados dos serviços públicos para a banca privada”, sublinhou.

Catarina Martins destacou também duas questões que “causam perplexidade”:

  • “porque é que, na fila dos investimentos que aguardam disponibilidade, a banca privada tem sempre prioridade sobre os serviços públicos?
  • o que pode explicar a pressa do governo em ir além das metas acordadas com Bruxelas quando os serviços públicos estão, como bem reconhece o próprio governo, muito aquém da resposta necessária deste país?”

“O país não pode aceitar que seja tão fácil e natural para o Governo gastar estes 792 milhões do Novo Banco, quando é tão difícil conseguir 22 milhões para a pediatria do Hospital São João”, realçou a dirigente bloquista.

É preciso trabalhar mais para um bom orçamento de Estado”

Na continuação do debate com António Costa, Catarina Martins lembrou que o governo tem dito que a consolidação orçamental é o resultado da “dinâmica do crescimento e criação de emprego” e realçou que “o crescimento e o emprego são o único caminho” para uma consolidação com futuro.

“Há para mim uma lição destes últimos dias e quero dizer-lha com toda a franqueza: é preciso trabalhar mais para um bom orçamento de Estado que cumpra as suas funções: dar confiança, criar emprego, melhorar a saúde, recuperar os salários, aumentar o investimento. Isso depende de nós todos, não depende de Bruxelas”, afirmou Catarina Martins.

A coordenadora bloquista afirmou também que o Bloco não quer “o orçamento a ser fechado nos jornais”, quer “construir os compromissos que o país exige” e “que esse compromissos sejam para valer”.

A concluir, Catarina Martins lembrou ainda que “a fragilidade permanece na Escola, no SNS e nos serviços públicos” e que “para proteger o país das crises futuras, a nossa responsabilidade é reconstruir a capacidade do SNS e da Escola Pública”.

 

 

 

 

Artigo atualizado às 20.05h de 18 de abril de 2018

 

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