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“Não podemos estar à espera de comportamentos individuais para reduzir o uso do plástico”

Marisa Matias visitou uma das escolas de Lisboa onde foi posta em marcha a proposta do Bloco para acabar com os plásticos descartáveis e garantir refeições de qualidade produzidas localmente. E deixou um recado aos candidatos que usam o ataque pessoal como arma de campanha: "Isso só acrescenta uma coisa: abstenção".
Marisa Matias visitou a Escola Básica Maria Barroso, em Lisboa. Foto de Paula Nunes.

“Hoje em dia já temos em Lisboa cinco mil crianças que já não têm de estar a comer com plásticos descartáveis nem com alimentações de má qualidade e de baixo valor nutricional. Isso permite reduzir 50 toneladas de plásticos por ano, é uma medida muito importante”, afirmou Marisa Matias à saída da visita à Escola Básica Maria Barroso, em Lisboa (ver fotogaleria).

Nesta primeira ação de campanha no período oficial, a candidata do Bloco às eleições europeias defendeu os exemplos destas escolas como “a antítese do modelo que nos têm imposto”, que implicava “uma pegada de carbono gigante”. A iniciativa do Bloco permitiu trocá-lo “por um modelo que favoreça os circuitos curtos de distribuição e os produtores locais”.
 
“Não podemos estar à espera de comportamentos individuais para reduzir o plástico, é preciso regulação”, defendeu a candidata bloquista. “Aqui favorece-se os circuitos de distribuição curta e o recurso a produtores locais”, sublinhou Marisa, concluindo que “quando temos os produtos à porta das escolas não é necessário estarmos a alimentar as redes de distribuição, que é onde acabam por cair a maior parte dos lucros".

Questionada pelos jornalistas sobre se estas eleições serão uma espécie de ensaio para as legislativas, Marisa considerou ser “inevitável que haja uma relação entre as eleições, até porque as políticas europeias estão relacionadas com as políticas nacionais e as pessoas tendem a manifestar-se em relação àquilo que lhes está mais próximo. Mas há muita coisa a discutir ao nível europeu”, afirmou a eurodeputada do Bloco, acrescentando que “o exemplo desta escola sobre o plástico está relacionado com políticas europeias”.

Os últimos dias da pré-campanha ficaram marcados por ataques pessoais entre candidatos, com António Costa a criticar os “candidatos engraçadinhos” da direita. Marisa afirmou aos jornalistas que rejeita esse caminho na campanha do Bloco. "Acho que nós devíamos estar a discutir política. Por muito que não seja tão engraçadinho discutir política como fazer essas trocas de mensagens e essas acusações pessoais, não é através de ataques pessoais que nós vamos conseguir esclarecer seja o que for, prestar contas em relação seja a que for, afirmou a candidata bloquista.

“Estamos a ver quem é que diz a melhor piada? Quem é que ataca melhor a outra pessoa? Isso não acrescenta nada. Isso só acrescenta uma coisa: abstenção", concluiu Marisa Matias.

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