Segundo o jornal Folha de São Paulo, o presidente brasileiro esquivou-se à pergunta sobre se vai assinar o diploma que está na secretária do seu ministro da Cultura, já com a assinatura de Marcelo Rebelo de Sousa, da atribuição do Prémio Camões 2019 a Chico Buarque.
O compositor, cantor e escritor brasileiro foi o escolhido pelo júri que reuniu em maio na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro. O prémio tem o valor de cem mil euros, verba repartida entre Portugal e Brasil, mas o assunto dividiu o governo brasileiro, que tem sido desde sempre alvo de críticas de Chico Buarque. “Até 31 de dezembro de 2026, eu assino”, terá dito Bolsonaro, ironizando com a possibilidade de um segundo mandato na presidência do Brasil.
Chico Buarque não demorou muito a reagir às palavras do presidente brasileiro, desta vez na rede social Instagram: “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo prêmio Camões”, afirmou.
Uma coisa é certa: com ou sem assinatura de Bolsonaro, Chico Buarque vai receber o Prémio Camões. A cerimónia terá lugar em Portugal, em data ainda a definir.