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"Não admitimos cidadãos de primeira e de segunda”

Esta sexta-feira, em Santarém, o Bloco apresentou a sua lista pelo distrito às próximas eleições legislativas. Fabíola Cardoso apresentou a lista que encabeça, “diversa e plural”, e Catarina Martins afirmou que “o Bloco demonstrou que não era impossível tudo o que disseram que era”.

Fabíola Cardoso, cabeça de lista do Bloco pelo círculo de Santarém às eleições legislativas de outubro, rememorou as consequências do acordo feito no início da legislatura, afirmando que “a austeridade não é perpétua, há sempre alternativa”. A candidata considera que a lista é “diversa e plural” e que “tem um conjunto de pessoas seriamente comprometidas com esta forma de ser e de fazer política”.

“É esta cidadania que o Bloco convoca para além da política partidária”, afirmou, manifestando ainda o seu desejo de que, na próxima legislatura, “o Bloco vá ter uma intervenção activa no distrito”.

A candidata salientou ainda o empenho do partido no combate às alterações climáticas e à poluição. “Para problemas ambientais, a resposta do Bloco é combater a poluição dos recursos hídricos, do solo, do ar”, afirmou.

Para mais, o partido quer “investir em transportes públicos amigos do ambiente com passe social, priorizando a ferrovia”, assim como “promover políticas de bem-estar animal”, assegurou.

Catarina Martins, coordenadora do Bloco, começou por afirmar que “as eleições não são tudo”, acrescentando que “o Bloco está aqui para transformações grandes, muito maiores do que cada eleição e que exigem a cada momento conquistar maiorias sociais no país”. “Um partido que se leva a sério quer que os seus projetos sejam realidades”, afirmou, acrescentando que o Bloco “defende o que acha mesmo que é importante para o país”. Para esses projetos “serem realidade”, afirmou, “precisamos de força em eleições”. “Estamos em nome da conquista de maiorias sociais, todas as que são necessárias fazer para as enormes transformações de que o país precisa”, disse a coordenadora do Bloco.

Ao longo da legislatura, Catarina Martins considera que “demostramos que não era impossível tudo o que nos disseram que era”. “Há sempre alternativa, vale sempre a pena trabalhar”, rematou.

A título de exemplos de vitórias expressivas, a coordenadora do Bloco salientou os aumentos do salário mínimo. “Era impossível subir o salário mínimo nacional, seria o desastre da economia portuguesa. Não foi”, afirmou, acrescentando que, de cada vez que foram recuperados salários e pensões, “a economia ficou melhor”. “Uma economia move-se quando tem respeito pelas pessoas”, considera a coordenadora do Bloco.

Para mais, foi feito “o caminho dos direitos contra o conservadorismo” quando se acabou “com as leis que humilhavam as mulheres que deviam interromper a gravidez” e “quando colocámos na agenda a cidadania independente, porque não admitimos cidadãos de primeira e de segunda”. Catarina Martins lembrou ainda as lutas “pelos serviços públicos contra as privatizações” e sublinhou a lei de bases da habitação (“o direito à habitação está sob ataque e tem de ser uma prioridade”) e a lei de bases da saúde (“a saúde não pode ser um negócio, tem de ser um direito”).

Eduardo Jorge, madatário distrital, afirmou estar ao lado da “principal força política ao lado das pessoas com deficiência”.

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