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"Nada se resolve tirando a passadeira vermelha a Barroso"

Marisa Matias defende a revisão do código de conduta em vigor na União Europeia (UE) para evitar a repetição de casos idênticos à contratação de Durão Barroso pela Goldman Sachs International (GSI) que na sua opinião “devia ser proibida”.
Foto de Paulete Matos

Em declarações ao jornalistas esta terça-feira a eurodeputada do Bloco afirmou que esta situação configura uma “total incompatibilidade” que nem deveria sequer ser permitida no código de conduta.

“O que é fundamental é mudar o código de conduta e impedir que estas situações voltem a acontecer", afirmou Marisa Matias tendo acrescentado : “Sei que é legal, mas nem tudo o que é legal é moral ou é ético - e neste caso é profundamente imoral - temos que acabar com as 'portas giratórias' de uma vez por todas".

De acordo com a dirigente bloquista, o atual presidente da Comissão Europeia também teve uma atuação pouco recomendável, porquanto Juncker “reagiu tardiamente” e “apenas sob pressão” limitando-se a confirmar "uma verdade que todos sabíamos: que Durão Barroso é lobista".

Sem confiança em Juncker

Marisa Matias refirmou que é tempo de acabar com as “portas giratórias” de uma vez por todas e esse devia ser o papel da Comissão Europeia.

“ Não tenho a ilusão de confiar no senhor Juncker [Presidente da Comissão Europeia] para avançar com um processo que elimine estas incompatibilidades, uma vez que impediu que houvesses uma Comissão de Inquérito sobre o Lux Leaks, sobre as práticas de evasão fiscal no seu próprio país quando era ministro das Finanças ou primeiro-ministro”, sublinhou.

Para Marisa Matias nada disto se resolve “tirando a passadeira vermelha” até porque a Goldman Sachs sempre teve essa passadeira e continuará a tê-la para a concretização dos seus interesses junto da União Europeia

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