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Nações Unidas lançam lista de empresas que lucram com os colonatos israelitas

São 112 empresas no total, a maior parte israelitas. Há ainda várias empresas internacionais como o Airbnb, o Booking.com, o Expedia Group e a Motorola. Todas lucram com a ocupação dos territórios palestinianos.
Casa palestiniana destruída em Jerusalém Leste. Maio de 2005.
Casa palestiniana destruída em Jerusalém Leste. Maio de 2005. Foto de ISM-NC/Flickr

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas divulgou esta quarta-feira um relatório no qual lista 112 empresas que estão envolvidas nos colonatos israelitas. Trata-se de empresas maioritariamente israelitas mas há outras internacionais e conhecidas como o Airbnb, o Booking.com, o Expedia Group e a Motorola Solutions.

A lista é o culminar de um processo com vários anos. Em 2016, o Conselho de Direitos Humanos atribuiu o mandato ao Alto Comissariado para os Direitos Humanos de forma a que este identificasse empresas envolvidas em atividades como o fornecimento de materiais e equipamentos para a construção e expansão de colonatos na Cisjordânia, de serviços e de atividades financeiras e bancárias que permitam a sua manutenção ou alargamento e a demolição de casas e destruição de quintas, estufas e colheitas do lado palestiniano.

Este trabalho ficou concluído passados quatro anos. Esta quarta-feira a lista foi divulgada. Contabilizaram-se 94 empresas israelitas envolvidas e 18 de outros Estados. Segundo a lei internacional, estas empresas estão a lucrar com uma ilegalidade. Contudo, a lista não tem qualquer valor legal. Pode-se ler no relatório que, apesar dos colonatos serem vistos como ilegais de acordo com a lei internacional, este relatório não providencia um caraterização legal das atividades em questão ou do envolvimento das empresas nelas”.

Apesar disso, a Autoridade Palestiniana considera a publicação dos nomes “uma vitória para o direito internacional”, apelando que o Conselho de Direitos Humanos lhe junte uma “recomendação e instruções para que estas empresas cessem imediatamente as suas atividades nos colonatos”.

Desde a ocupação da Cisjordânia e de Jerusalém Leste, Israel tem desenvolvido uma política de colonização destes territórios que resultou na construção de 140 colonatos nos quais viverão cerca de 600 mil pessoas.

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