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Movimentos preparam mobilização pelas eleições diretas no Brasil

A Frente Brasil Popular, que reúne centrais sindicais e movimentos sociais brasileiros, vai convocar uma greve geral para o fim de junho e mobilizações em todo o país.
Sessão pública realizada esta segunda-feira em São Paulo. Foto Laryssa Sampaio/Frente Brasil Popular

Numa sessão pública realizada esta segunda-feira em São Paulo, a Frente Brasil Popular apresentou um “Plano Popular de Emergência”, que traça uma agenda de recuperação económica do país e propõe a realização de eleições diretas para dar solução à crise política em que o país vive, com governantes e deputados mergulhados em escândalos de corrupção.

Esta frente junta mais de 60 organizações e o plano proposto assenta em dez eixos de intervenção: democratização do Estado; política de desenvolvimento, emprego e rendimento; reforma agrária e agricultura familiar; reforma tributária; direitos sociais e laborais; direito à saúde, à educação, à cultura, à habitação; segurança pública; direitos humanos e cidadania; defesa do meio ambiente; e política externa soberana.

"O objetivo do nosso programa é o desenvolvimento económico com distribuição de rendimento, porque este é o programa que interessa ao trabalhador. O pressuposto das nossas propostas é o 'Fora, Temer!', e esta palavra de ordem não se encerra em si, mas abre outra ação: as diretas já", afirmou Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e um dos coordenadores da Frente, citado no portal Opera Mundi.

As próximas semanas vão ser marcadas por mobilizações em todo o país, culminando na realização de uma greve geral na última semana de junho. O líder da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, promete a "maior greve da história do Brasil" pela destituição do Presidente e contra as reformas que o governo Temer pretende implementar no sistema de pensões. A realização de eleições diretas é outra das reivindicações da greve. "Não aceitaremos 'Fora, Temer!' para colocar outro golpista no lugar. Fora Alckmin, fora Jobim, fora Fernando Henrique Cardoso, fora Doria e fora qualquer um que for indicado indiretamente, mesmo que seja de esquerda", afirmou o líder sindical.

Por seu lado, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra promete endurecer a luta se o clamor social por eleições diretas não for ouvido. "Se não for suficiente uma greve geral, a próxima marcha a Brasília será para não voltar de lá enquanto não tiver diretas já. Daqui para frente nós é que vamos para a ofensiva", prometeu  João Pedro Stédile.  

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