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Motoristas de Matérias Perigosas mantêm greve

Presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas afirma que a greve irá continuar “como até agora”, mesmo depois de sindicato de motoristas de mercadorias gerais ter desconvocado o protesto. Antram diz que aceita reunir com os sindicatos caso desconvoquem greve. Catarina Martins insiste que é preciso abrir espaço às negociações e que o autoritarismo não é o caminho.
Fotografia: Tiago Petinga/Lusa
Fotografia: Tiago Petinga/Lusa

O dirigente afirmou que a greve continuará até que se chegue a um entendimento. “Vamos continuar nos mesmos moldes”, afirmou, de acordo com a agência Lusa.

Até à hora das declarações, Francisco São Bento não conseguira ainda falar com nenhum responsável do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM). O SIMM apresentou o pré-aviso de greve juntamente com o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), tendo desconvocado o protesto esta quinta-feira à noite.

“Iniciámos um processo negocial conjunto, apresentamos um pré-aviso conjunto, mas ainda não conseguimos falar com o SIMM, possivelmente devem estar ocupados e não tiveram oportunidade de falar connosco”, afirmou.

A greve entra, assim, no quinto dia, agora com um sindicato a menos. Esta quinta-feira à noite, o SIMM fez-se representar por Anacleto Rodrigues, seu porta-voz, que disse à comunicação social que a greve não surtiu os efeitos inicialmente desejados. Com isto, o SNMMP fica sozinho no protesto, depois de ter pedido a mediação do governo para chegar a um acordo com a Antram.

O governo, ainda que inicialmente tivesse anunciado que iria nomear um mediador para tentar terminar o conflito, acabou por dizer que o processo de mediação não era viável. Por sua vez, a Antram afirmou que iria aceitar reunir com os sindicatos caso desconvocassem a greve.

Em declarações à comunicação social, Catarina Martins afirmou esta sexta-feira que esta greve “chamou a atenção do país para a forma como trabalham: longas horas e salários base muito baixos”. “O país acordou para um problema real”, considera.

Catarina Martins insiste ainda que é preciso abrir espaço às negociações e que o autoritarismo não é o caminho. “O governo tem de ter a capacidade de ser um mediador e não um porta-voz da Antram”, afirmou, considerando que a Antram “tem tido uma posição de intransigência e autoritarismo”. Assim, considera que se “exige que se sente a negociar sem pré-condições”.

Notícia atualizada às 18h13 com declarações de Catarina Martins

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