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MoMA: A arte contra o preconceito racial

Artistas de países que estão na “lista negra” do decreto anti-imigração de Donald Trump têm as suas obras expostas no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque, como forma de protesto contra a medida.
O MoMA transforma-se num espaço de protesto contra as políticas de Trump. Foto de Andrea Ferrato/ Flickr
O MoMA transforma-se num espaço de protesto contra as políticas de Trump. Foto de Andrea Ferrato/ Flickr

O MoMa tem desde esta quinta-feira em exposição sete obras de artistas do Iraque, Irão e Sudão – que integram o conjunto de países cujos cidadãos não podem entrar nos EUA – que ocuparam o lugar onde habitualmente se podem ver trabalhos de Henri Matisse, Pablo Picasso ou Francis Picabia, noticiou o New York Times.

Ao pé de cada obra exposta, o museu de Nova Iorque colocou uma inscrição onde se pode ler: “Este trabalho é de um artista natural de um país cujos cidadãos são impedidos de entrar nos Estados Unidos, de acordo com o decreto presidencial de 27 de janeiro de 2017”.

O pintor sudanês, Ibrahim El-Salahi

Do conjunto da obras exposta podem ser vistos trabalhos do pintor sudanês Ibrahim El-Salahi, do arquiteto iraquiano Zaha Hadid e ainda outros trabalhos da autoria da artistas de ascendência iraniana como a cenegrafista Zaha Hadid, os pintores Charles Hossein Zenderoudi e Marcos Grigorian.

Além da exposição, o Museu de Arte Moderna vai durante o mês de fevereiro projetar diversos filmes da autoria de cineastas dos sete países de maioria muçulmana que estão proibidos de entrar no território Estados Unidos como o Iémen, Irão, Iraque, Líbia, Síria, Somália e o Sudão.

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