Socióloga e linguista, Júlia Correia, candidata do Bloco à Câmara de Miranda do Corvo, apresentou as linhas mestras de uma candidatura que quer dar confiança à política local. “Ninguém como nós sabe o que é o descontentamento que existe em relação à classe política, por isso, não contem connosco para espalhar inverdades para conseguirmos votos”, afirmou na abertura da sua intervenção.
A candidata do Bloco destacou a presença de muitos independentes que apoiam a candidatura do Bloco de Esquerda a este concelho do distrito de Coimbra. Júlia Correia encabeça um projeto político que não vai “dar tréguas aos interesses instalados”, exigindo “novas políticas” capazes de desenvolver Miranda do Corvo.
A alternativa do Bloco de Esquerda passa por inverter a tendência de despovoamento do concelho. Júlia Correia apresentou dados da Pordata que provam uma diminuição substancial da população a viver no concelho, desde 2009. “Infelizmente estes dados não surpreendem, pois se o único meio de transporte que desenvolveu este concelho (o comboio) foi retirado à população”, frisou a candidata, garantindo que vai pressionar o poder central, para que o Ramal da Lousã seja reativado.
Júlia Correia evidenciou as consequências do isolamento do concelho na área do emprego: “O número de desempregados inscritos no centro de emprego há um ano tem aumentado. Se em 2013 havia 37.7% de desempregados, em 2015 o número aumentou para 45,8%”.
“Combater a precariedade laboral, combater o desemprego neste concelho” serão bandeiras que o Bloco de Esquerda de Miranda do Corvo colocará em debate na campanha eleitoral, já que continua a ser muito “preocupante o desemprego feminino, o número de contratos que se vão fazendo anualmente, sempre com a incerteza de se serão renovados ou não”, salientou Júlia Correia.
A candidata do Bloco declarou que a gestão da autarquia deve acabar com o “caciquismo” e com os favores “nos concursos públicos que abrem para que A ou B possam entrar".
Para Júlia Correia, a gestão do PS na Câmara tem “empurrado” no tempo a resolução dos problemas, criando uma situação de dependência por parte das associações e entidades do concelho.
Segundo a candidata bloquista, continua a faltar “uma rede de suporte familiar, creches, formação profissional de amas licenciadas pela Segurança Social, respostas no período pós-laboral na área da infância, uma zona industrial ativa que dê emprego aos mirandenses e lhes permita uma melhor qualidade de vida”.
Júlia Correia reafirmou que o Bloco é o partido da esquerda no concelho, pois representa a “solidariedade, a justiça social, a responsabilidade, o inconformismo, o diálogo e a transparência”.
Marta Assunção é a candidata à Assembleia Municipal do concelho de Miranda do Corvo, que contará com candidaturas bloquistas a todas as suas freguesias.
As listas têm como mandatária Maria José Dias.
