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Mineiros de Neves-Corvo avançam para mais uma greve em março

A “ausência de uma proposta palpável” da administração da Somincor para resolver o conflito laboral dita mais uma paralisação. A "humanização" dos horários, a antecipação da idade da reforma para os funcionários das lavarias e o "fim da repressão" são algumas das reivindicações dos trabalhadores.
Foto publicada pela Fiequimetal.

Os trabalhadores da empresa concessionária da mina de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde, mandataram o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) para “entregar à administração um novo pré-aviso de greve, para os dias 5, 6 e 9 de março”.

De acordo com Luís Cavaco, coordenador do STIM, a decisão dos trabalhadores de avançar para uma nova paralisação, a quarta desde outubro, foi tomada devido à “ausência de uma proposta palpável” da administração da Somincor para resolver o conflito laboral.


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“Até à data não temos nada de concreto da administração”, com exceção do “aumento de 35 euros que foi proposto e que os trabalhadores consideram que não resolve os problemas”, explicou Luís Cavaco, em declarações à agência Lusa.

O dirigente sindical afirmou ainda que está marcada “uma reunião de conciliação” entre uma delegação do STIM e a administração da Somincor, detida pelo grupo Lundin Mining, para dia 16 deste mês, às 11h, no Ministério do Trabalho, em Lisboa.

“E a empresa tem ainda até 5 de março para tentar resolver isto, senão voltamos a fazer greve e em três dias intercalados”, advertiu o sindicalista.

O fim do regime de laboração contínua no fundo da mina é uma das principais reivindicações. Em causa está ainda a "humanização" dos horários de trabalho, antecipação da idade da reforma para os funcionários das lavarias, progressão nas carreiras, revogação das alterações unilaterais na política de prémios e "fim da pressão e da repressão".

 

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