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Milhares de voos cancelados no fim de semana de Natal

Com níveis recorde de contágios diários em vários países devido à variante Ómicron, o pessoal de voo também foi afetado. O resultado, até agora, foram mais de 4.500 voos cancelados no fim de semana.
Avisos de voos cancelados no aeroporto de Orly Paris. Foto de Mathieu Marquer/Flickr.
Avisos de voos cancelados no aeroporto de Orly Paris. Foto de Mathieu Marquer/Flickr.

Mais de 4.500 voos de companhias aéreas foram cancelados neste fim de semana. A contagiosidade da variante Ómicron da Covid-19 estará na origem dos cancelamentos. Só nesta sexta-feira terão sido 2.401 as ligações previstas que não foram realizadas, ao passo que mais de 10.000 outras foram atrasadas.

Esta informação foi agregada pela página FlightAware.com que se dedica à monitorização dos voos ao nível mundial. Segundo ela, neste dia de Natal foram também já cancelados 1,779 voos e 402 outros marcados para domingo.

Grande parte destes cancelamentos concentra-se em cinco grandes companhias: a China Eastern, que cancelou 474 voos, a Air China, que anulou 188, a norte-americana United, que cancelou 177, a Air India, que não realizou 160, e a Delta que não conseguiu realizar 150.

O pretexto apresentado por várias das empresas é a falta de pessoal devido a surtos de infeções de Covid-19. A United emitiu uma nota que dizer que “o surto nacional de casos de Ómicron nesta semana teve um impacto direto nas nossas tripulações e nas pessoas que gerem as nossas operações. Como resultado, tivemos infelizmente de cancelar alguns voos e estamos a notificar estes clientes antes de chegarem ao aeroporto”. Por sua vez a Delta garantiu ter “esgotado todas as opções e recursos – incluindo alterações de rotas e substituições de aviões e de tripulações que estavam agendadas para voar – antes de ter cancelado 90 voos na sexta-feira”. Também esta diz que o problema principal foi a nova variante do vírus, acrescentando ainda problemas de mau tempo. As empresas norte-americanas estão a fazer pressão junto do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças para que este diminua o período de isolamento do pessoal vacinado de dez para cinco dias de forma a resolver a situação.

No país, a taxa de contágios subiu numa semana 45%, sendo agora de 179,000 segundo a Reuters. Também no Reino Unido se registam recordes de infeções: na sexta-feira foram 122.186, sendo que um em cada 20 habitantes de Londres estava infetado a semana passada e que o Gabinete Nacional de Estatísticas esperava que o número suba para um em cada dez no início da próxima semana. Também França atingiu um recorde de infeções na sexta-feira com 94.000 por dia.

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