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Milhares de professores desfilaram pela valorização da profissão

A exigência de rejuvenescimento e valorização da profissão docente deu o mote às organizações sindicais de professores para assinalarem este sábado o Dia Mundial do Professor.
Manifestação do Dia do Professor em Lisboa. Foto Fenprof/Facebook

Com slogans como “O futuro da nação passa pela educação" e “Estabilidade sim, precariedade não”, a par de bandeiras pela recuperação do tempo de serviço congelado e contra o abuso nos horários, milhares de professores desfilaram em Lisboa para assinalar o dia mundial da profissão.

Por se realizar este ano em dia de reflexão, os discursos habituais são substituídos por curtas saudações por parte dos organizadores e a aprovação de uma moção para entregar ao próximo governo e aos deputados que sejam eleitos no domingo. Para além da contagem de todo o tempo de serviço congelado, fazem parte do caderno reivindicativo propostas como um novo regime de aposentação, que permita antecipar reformas e garantir o rejuvenescimento de uma profissão em que metade dos docentes têm mais de 50 anos de idade.

Acabar com os “abusos e ilegalidades que afetam os horários de trabalho”, eliminar a precariedade com vínculos permanentes, a abertura de mais vagas nos concursos para quadros de escola e agrupamentos e a redução das áreas geográficas dos Quadros de Zona Pedagógica e o combate ao modelo de municipalização que “põe em causa a autonomia das escolas” são outras reivindicações que os professores querem levar a debate na próxima legislatura.

“O próximo Governo ficará a saber que estes são os aspectos que queremos negociar. Não se dirige a nenhum partido, dirige-se a todos”, afirmou ao Público o líder da Fenprof, Mário Nogueira, durante o desfile que encabeçou ao lado de João Dias da Silva, da FNE, e representantes de outros oito sindicatos.

Após a leitura da moção, Mário Nogueira saudou os presentes, a quem chamou de “grandes lutadores com este exemplo que hoje deram e que muita gente achava que não ia ter impacto. Mas teve!”.

“Fomos mais de 15 mil na rua, como confirmou a polícia, e isso significa um Dia do Professor que foi celebrado como os professores merecem, como o país merece”, concluiu o líder da Fenprof.

 

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