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Milhares de mulheres nas ruas contra o Vox

“Nem um passo atrás” foi a palavra de ordem que juntou milhares de feministas em protesto em mais de 50 cidades espanholas. Respondem com esta mobilização à entrada da extrema-direita no parlamento regional da Andaluzia.
Foto de poderpopular.info

150 coletivos convocaram o protesto. E milhares de manifestantes saíram às ruas para dizer não aceitar que se “negoceiem” os seus direitos. Esta terça-feira foram as andaluzas que começaram o protesto e o parlamento regional em Sevilha foi o centro do protesto. Ali, às 12 horas, decorria do debate de investidura do governo regional de direita (PP/Ciudadanos) com apoio parlamentar do partido de extrema-direita.

Também na praça madrilena da Puerta del Sol se juntaram milhares de pessoas, na maioria mulheres, a partir das sete da tarde. O mesmo sucedem em muitas outras cidades: A Coruña, Zaragoza, Albacete, Zamora, Badajoz, Vitoria, Barcelona, Vigo, Bilbao, Castellón, Guadalajara, Logroño, Las Palmas, Burgos, Pamplona, Salamanca, Toledo, Santander, Valencia, Santiago de Compostela.

O movimento #MeToo no parlamento europeu juntou-se ao protesto com uma ação em Estrasburgo. As feministas desta instituição europeia dizem que o “Vox declarou guerra às mulheres” e que “não há nenhum acordo possível” com quem “defenda os autores da violência contra as mulheres”.

Quem também se juntou ao protesto, “incondicionalmente”, foi a Associação de Homens pela Igualdade de Sevilha que recolheu 27 mil assinaturas a exigir que o novo chefe do governo regional andaluz se comprometa a manter a lei de violência de género.

O Voz tinha exigido a revogação desta lei como uma das moedas de troca para o seu apoio ao governo regional andaluz. Ainda que tal não tenha ficado registado na letra dos acordos, as feministas temem que a direita ceda. A campanha agressiva do Vox tem classificado o feminismo como “jihadismo de género” e usado dados falsos para atacar a luta contra a violência de género. A extrema-direita questiona, por exemplo, a percentagem de denúncias falsas afirmando que “em cada 100 ajudas a mulheres maltratadas apenas 3 foram maltratadas de verdade”. “Dados” que são negados pelas fontes judiciais.

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