“Longa vida à democracia”, ouviu-se cantar entre os cerca de quatro mil manifestantes na Universidade Thammasat, esta segunda-feira, em Banguecoque, seguindo-se os discursos onde se exigiu a demissão do primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha, no poder desde o golpe de 2014.
O contraprotesto em apoio à monarquia juntou algumas dezenas de apoiantes, que acusaram os estudantes de colocar em causa o país e a casa real, que consideram uma instituição sagrada.
Os protestos organizados pelos estudantes têm assumido posições cada vez mais claras contra a monarquia, um assunto particularmente sensível na política tailandesa, exigindo reformas do sistema.
Os estudantes acusaram os manifestantes pró-governo de tentarem criar confrontos para justificar outra intervenção militar. “Não queremos isso e somos contra essa hipótese”, afirmou Nick Thanawit, um ativista da Universidade Maja Sarakham, num discurso aos manifestantes.
Dois ativistas envolvidos na organização dos protestos foram presos na passada sexta-feira, com acusações de sedição e quebra das medidas de confinamento devido à pandemia da Covid-19. Foram, entretanto, libertados sob fiança.
A Organização Mundial dos Direitos Humanos disse que vários outros protestantes em todo o país foram ameaçados pelas autoridades.