México: universitários em greve contra ataque que feriu estudantes

08 de setembro 2018 - 15:11

Protestos contra onda de violência marcam o 50º aniversário do Massacre de Tlatelolco, altura em que forças do governo assassinaram centenas de estudantes.

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Os manifestantes aproveitaram a ocasião para relembrar o 50º aniversário do Massacre de Tlatelolco, episódio em que o exército do México reprimiu uma manifestação estudantil pacífica na Cidade do México.
Os manifestantes aproveitaram a ocasião para relembrar o 50º aniversário do Massacre de Tlatelolco, episódio em que o exército do México reprimiu uma manifestação estudantil pacífica na Cidade do México.

No campus central da Universidade Nacional Autónoma de México (UNAM), juntaram-se mais de 30 mil alunos numa das maiores manifestações de estudantes desde os históricos protestos de 1968 (que resultou no Massacre de Tlatelolco).

Na segunda-feira passada, um protesto pacífico de estudantes terminou abruptamente, quando um conjunto de polícias os atacou com pedras, bombas caseiras e navalhas, de acordo com a comunicação social local, o que resultou em quatro estudantes feridos, dois deles de forma grave.

Entretanto, a Associação Nacional de Universidades e Instituições Superiores (ANUIES) condenou os atos violentos ocorridos na UNAM, exigindo ainda que erradicassem “todos os atos de violência” sobre a vida universitária e académica. Assim, repudiou as ações impulsionadas pelo reitor da UNAM, Enrique Graue Wiechers.

Os manifestantes aproveitaram a ocasião para relembrar o 50º aniversário do Massacre de Tlatelolco, episódio em que o exército do México reprimiu uma manifestação estudantil pacífica na Cidade do México, matando centenas de estudantes.