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meuparlamento.pt, a aplicação que promove a proximidade com a Assembleia da República

O investigador Nuno Moniz ganhou prémio Arquivo.pt 2019 com o desenvolvimento de uma aplicação móvel que tem como objetivo promover a proximidade com a Assembleia da República e combater o abstencionismo dos cidadãos.
Equipa que desenvolveu a aplicação meuparlamento.pt
Equipa que desenvolveu a aplicação meuparlamento.pt. Foto arquivo.pt

O investigador e docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Nuno Moniz juntou-se a Arian Pasquali, investigador do instituto INESC TEC e ao engenheiro de software da Hostelworld Tomás Amaro, para desenvolverem uma aplicação que simula as votações do parlamento.

No passado dia oito, esta aplicação venceu o Prémio Arquivo.pt, um galardão que se dirige a trabalhos inovadores realizados com base na informação histórica preservada por este arquivo.

Nuno Moniz explica que a ideia nasce dos elevados níveis de abstenção que mostram “um divórcio e sensação de ausência de representação”. Para o resolver é necessário “pensar novas maneiras do funcionamento da democracia” mas o meuparlamento.pt até pode ter um “impacto enorme na redução da distância entre cidadãos e representantes” uma vez que permite “ter conhecimento do que está a ser decidido em matérias que têm impacto na vida das pessoas”, mudando a relação dos cidadãos com o parlamento.

O funcionamento da aplicação é simples. O utilizador é convidado a votar dez propostas escolhidas aleatoriamente entre as que tenham estado em apreciação parlamentar. No final, fica-se a saber qual o partido que tem um sentido de voto mais próximo do seu e encontra-se informação detalhada sobre cada uma das propostas, conhecendo o contexto em que as propostas foram votadas, o seu texto completo, a apresentação do site do partido que as promoveu no dia em que a votação aconteceu, notícias produzidas na altura entre outras informações.

Para já, o meuparlamento.pt começa por ter disponíveis as propostas apresentadas na Assembleia da República entre 2011 e finais de 2017. Mas pretende ir mais longe do que o ponto de partida de ser “um espaço de memória coletiva” e, no futuro, funcionar com as propostas em tempo real. O seu criador explica que “o cenário ideal seria, por exemplo, ao almoço o utilizador receber uma notificação com as propostas que serão votadas no parlamento e, quando estas tiverem lugar, receber uma nova notificação com os resultados”.

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