Memórias: Kwame Nkrumah

21 de setembro 2014 - 15:11

Kwame Nkrumah (21 de setembro de 1909 – 27 de abril de 1972) foi um grande lutador e divulgador do pan-africanismo, numa permanente luta contra a “balcanização” de África, como estratégia imperialista da dominação sobre o continente. Por António José André.

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Kwame Nkrumah

Kwame Nkrumah estudou em escolas católicas, no Gana. Em 1935, foi para os Estados Unidos, onde se diplomou em arte, teologia, filosofia e educação. Com um percurso académico notável, desdobrou-se em palestras na Universidade Lincoln.

Nessa altura, Nkrumah foi eleito presidente da Organização dos Estudantes Africanos dos Estados Unidos e Canadá. Em 1945, ajudou a organizar o sexto Congresso Pan-Africano, em Manchester (Inglaterra).

Depois disso, Nkrumah começou a trabalhar para a descolonização de África. Em 1957, quando ocorreu a independência do Gana, foi Primeiro-Ministro até 1960 e depois Presidente da República até 1966.

Em 1966, houve um golpe de estado militar no Gana, enquanto Nkrumah se encontrava numa visita a Hanói (Vietname). Nkrumah não voltou para o Gana, mas continuou a impulsionar a sua visão sobre a unidade africana.

Viveu exilado na Guiné-Conacri, como convidado do Presidente Ahmed Sekou Touré. Nkrumah faleceu, em 1972, tendo sido sepultado na vila onde nasceu: Ncroful. O nome de Kwame Nkrumah está no coração do pensamento Pan-Africano1.

Foi autor de vários livros, entre eles, “Africa Must Unite” (1963), “African Personality” (1963), “Consciencism” (1964), “Neo-Colonialism, the Last Stage of Imperialism”2 (1965), “Handbook for Revolutionary Warfare” (1968) e “Class Struggle in Africa” (1970).

Ao longo da sua vida, Nkrumah foi premiado com vários títulos de “Doutor Honoris Causa” pela Universidade Lincoln (EUA), Universidade Estatal de Moscovo (Rússia), Universidade do Cairo (Egito), Universidade Humboldt de Berlim (Alemanha) e muitas outras universidades.

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