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Memória: 40 anos do assassinato de Harvey Milk

Foi o primeiro gay assumido a ser eleito na Califórnia. Conseguiu fazer aprovar uma portaria inovadora sobre direitos dos homossexuais. Tinha 48 anos quando foi assassinado.
Foto de Robert Arneson/Flickr

Gus Van Sant fez dele um filme. Sean Penn corporizou-o. E foi através do filme Milk de 2008 que o seu nome ultrapassou as fronteiras dos EUA e dos círculos políticos e ativistas.

O seu envolvimento nos movimentos pelos direitos civis foi tardio. A sua carreira política foi breve. Depois de várias tentativas para ser eleito, Harvey Milk consegue finalmente ser eleito para o Conselho Legislativo da cidade de São Francisco. Mas deterá o cargo apenas por onze meses. Durante esse curto período conseguiu ainda fazer aprovar uma portaria sobre direitos homossexuais. Depois, a 27 novembro de 1978, foi assassinado ao mesmo tempo do que o presidente da Câmara de São Francisco, George Moscone.

Num artigo de homenagem publicado esta terça-feira no The Guardian, o seu amigo Cleve Jones lembra que atualmente existem mais de 500 políticos LGBTQ+ eleitos nos Estados Unidos e celebra Milk como um dos precursores. Recorda ainda que o político tinha gravada uma cassete dirigida aos seus colaboradores mais próximos, caso fosse assassinado como acabaria por acontecer.

Depois do assassinato tornou-se ainda mais um ícone da comunidade gay local. Para os seus defensores, Milk é sobretudo o político que desafiou abertamente os preconceitos dominantes na sociedade americana. Para os críticos, o seu posicionamento marca também o início de um caminho de institucionalização e de normalização da comunidade LGBTQ+. A coragem, essa, ninguém lha recusa.

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