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Mélenchon quer “conferência europeia para um plano B”, Varoufakis concorda

O líder da Frente de Esquerda francesa encontrou-se este domingo com o ex-ministro das Finanças grego e apresentou-lhe o seu projeto para juntar as forças europeias que rejeitam o plano da “Europa alemã”. Varoufakis foi a França lançar uma “rede europeia de progressistas”.

“Discutimos sobretudo qual a alternativa que podemos trazer e ele mostrou-se de acordo com a proposta de uma conferência europeia do ‘plano B’. Por oposição ao que é conhecido por ‘plano A’, que é a situação atual, onde quem não está de acordo é ameaçado de expulsão pela Alemanha”, afirmou Jean-Luc Mélenchon no fim do encontro com Varoufakis.

Sem esclarecer qual é ao certo o ‘Plano B’, Mélenchon deixou claro que “se for preciso escolher entre a indpendência e a soberania nacional da França e o euro, eu escolho a independência e a soberania nacional”.

“Não há razão para que no fim sejamos nós, franceses, a ceder aos alemães. A moeda é tão nossa como deles”, prosseguiu Mélenchon, dizendo que chegou o momento de rutura: “Uma Europa alemã, não pode ser. Não é viável para a liberdade dos europeus nem para a liberdade dos franceses. Não o aceitaremos”, sublinhou o líder da Frente de Esquerda e co-presidente do Partido da Esquerda Europeia.

Varoufakis: “Senti que o governo francês não tinha autoridade nas negociações” 

O ministro que se demitiu após o referendo grego foi a França participar na “Festa da Rosa”, a convite de outro ministro que rompeu com o seu governo. Arnaud Montebourg, ex-ministro do governo de Manuel Valls, saiu em rota de colisão com Hollande e o primeiro-ministro, defendendo a prioridade à promoção do crescimento e do emprego em vez da redução dos défices imposta pelo Tratado Orçamental.

Para Yanis Varoufakis, a postura do governo francês nas negociações em que foi protagonista provocou-lhe “uma grande tristeza”. Nas cimeiras do Eurogrupo, “senti que o governo francês não tinha a autoridade necessária para defender ou ao menos apresentar o seu ponto de vista de maneira a que conte no processo negocial”, afirmou Varoufakis ao Journal du Dimanche, anunciando que vem à Festa da Rosa para “lançar uma rede europeia de progressistas.

“Nos dias terríveis da ditadura grega, os nossos país e avós foram para a Alemanha, Áustria, Canadá, Austrália, encontrando a solidariedade para o com os gregos que sofriam. Não venho a França à procura da solidariedade com a Grécia. Mas os problemas que a França enfrenta são os mesmos. Os franceses e os cidadãos de outros países dão importância ao que eu digo porque estão preocupados com o estado da democracia, da economia, das perspetivas de futuro”, concluiu Varoufakis.

Mélenchon et Varoufakis se rencontrent pour parler d'un "plan B"

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