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McDonalds fecha em Vila Real e obriga trabalhadores a marcar férias

A denúncia é do site despedimentos.pt, a plataforma criada pelo Bloco para “mapear a irresponsabilidade social de quem despede e abusa dos trabalhadores em plena pandemia”. Trabalhadores foram “chantageados” para escolher entre serem marcadas faltas ou aceitar férias forçadas.
McDonalds de Vila Real. Fonte: despedimentos.pt.
McDonalds de Vila Real. Fonte: despedimentos.pt.

Quando o McDonalds de Vila Real encerrou, devido ao surto de covid-19, os trabalhadores foram pressionados a aceitar a marcação de férias. A denúncia foi publicada esta sexta-feira pelo site despedimentos.pt, o portal onde o Bloco está a “mapear a irresponsabilidade social de quem despede e abusa dos trabalhadores em plena pandemia”.

Os trabalhadores desta loja queixaram-se que foram confrontados com duas opções: “ou ficavam em casa em quarentena e esses dias seriam tidos como faltas ao trabalho ou, os trabalhadores arranjavam uma declaração da Saúde 24 que os colocasse em quarentena”.

“Tudo à margem da lei e sob chantagem”, adianta o site, uma vez que as “férias forçadas” foram impostas “sem o seu consentimento e fora do previsto no Código do Trabalho”.

As denúncias chegadas ao portal indicam ainda que “nos dias anteriores ao encerramento do estabelecimento, a gerência não cumpria as medidas de segurança e higiene devidas, indicando apenas aos seus funcionários “lavar as mãos e desinfetá-las de 30 em 30 minutos” tal como está no procedimento higiénico do restaurante”.

Os relatos indicam ainda que “a gerência do restaurante recusou-se a fornecer material de proteção individual como máscaras e luvas, deram a opção aos funcionários de fazerem máscaras a partir de guardanapos com elásticos agrafados nas pontas”.

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