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Marisa apela a jovens para traduzir grito pelo clima em voto

Em vésperas de nova greve climática estudantil, Marisa Matias elogiou a mobilização dos jovens como um "grito fundamental" que se deve traduzir no voto, ou então "vão ter mais do mesmo".
Manifestação da Greve Climática Estudantil em Lisboa, 15 de março de 2019. Foto de Paula Nunes.
Manifestação da Greve Climática Estudantil em Lisboa, 15 de março de 2019. Foto de Paula Nunes.

Com uma nova greve climática estudantil marcada para esta sexta-feira, Marisa Matias instou os jovens a prosseguir as ações climáticas mas também a "traduzir esse grito em voto" no próximo domingo, ou então "vão ter mais do mesmo".

Em declarações à agência Lusa, a eurodeputada do Bloco frisou que "não podemos restringir a política ao espaço das instituições, ela tem que ser feita também a partir das ruas", pelo que os jovens não devem desistir das manifestações, pois "essa pressão é precisa na rua". A sua voz é um "é um grito fundamental" sobre uma das "questões políticas centrais" do nosso tempo, considerou Marisa, que insistiu no assunto durante toda a campanha eleitoral.

Ao mesmo tempo, Marisa Matias apelou aos jovens para que "não desperdicem o direito que têm, que é o direito de voto, para poderem ajudar realmente a começar o combate às alterações climáticas", pois "se não se mobilizarem para traduzir esse grito em voto, o que vão ter é mais do mesmo".

Reconhecendo que muitas forças políticas falam sobre mudança climática, Marisa Matias sublinhou que ao votar Bloco, os jovens escolhem "a certeza do trabalho feito no combate às alterações climáticas", que "começou há muito tempo" e se vê no "reconhecimento das ONGs que nos classificaram de campeões do clima no Parlamento Europeu pelas tomadas de posição, pelos votos, pelas resoluções apresentadas".

Para a eurodeputada, os jovens têm uma força política que ainda desconhecem: "quando estes jovens ganharem a consciência que o seu voto vale tanto como o voto de cada um dos poderosos, e que são muitos mais", há "uma oportunidade de mudar o sistema", o que é outra "excelente razão para ir votar".

Também em declarações à Lusa, Pedro Soares, deputado do Bloco e presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente, explicou que durante a legislatura se desenvolveu algum trabalho útil no Parlamento sobre ambiente — por exemplo, a aprovação do Quadro Estratégico para a Política Climática de julho de 2015, ou o Roteiro para a Neutralidade Carbónica do ano passado, ambos com metas concretas de reduções de emissões. Apesar disso, Soares considerou que no cômputo geral há "muita hesitação" e "dificuldade na concretização de medidas" a nível parlamentar.

A segunda greve climática estudantil está marcada para amanhã, 24 de maio, prosseguindo a enorme vaga de mobilização desencadeada pela jovem de 16 anos Greta Thunberg, que culminou na primeira greve climática estudantil a 15 de março passado, com milhões de jovens na rua em todo o mundo. Em Portugal, estão anunciadas manifestações a partir das 10h30 em mais de 30 cidades. Mais detalhes estão disponíveis no site e Facebook do movimento.

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