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Manifesto apela a denúncia de desinformação nas redes a 25 de abril

Em ano de três eleições em Portugal, o manifesto #25deabrilnaRede pretende consciencializar e dar às pessoas ferramentas para combater ativamente a desinformação e as fake news. Apela a uma ação de denúncia em massa no dia 25 de abril.
Foto da campanha #25deabrilnaRede.
Foto da campanha #25deabrilnaRede.

Nos últimos anos a desinformação e as fake news tornaram-se num assunto premente da América à Europa. Em ano de várias eleições em Portugal, um grupo de cidadãos lançou um manifesto para batalhar por uma "campanha democrática sem mentira e desinformação".

O manifesto #25abrilnaRede pretende ajudar as pessoas a identificar páginas de notícias falsas, a evitar difundi-las, e a denunciá-las na rede. O manifesto apela "a todos" para assumir "um combate à mentira e desinformação, rejeitando qualquer prática que as promova nas redes sociais, nomeadamente a partilha de conteúdos provenientes de sites noticiosos não registados, seja em perfis oficiais ou não oficiais". Os perfis e contas falsas devem ser "ativamente combatidos e bloqueados por partidos e políticos com presença nas redes sociais", afirma o documento.

A iniciativa aconselha em primeiro lugar a não partilhar conteúdos de páginas de desinformação, "mesmo que seja para os desmentir", pois isto "apenas reforça a sua credibilidade" e "aumenta o público potencial" destas páginas, "que sobrevivem através do fluxo de visitantes nas suas páginas". Fornece também instruções para denunciar estas páginas nas redes sociais, bem como uma lista de sites de desinformação.

Para o dia 25 de abril, a iniciativa apela a uma ação alargada de denúncia, propondo "à cidadania que o dia 25 de abril" seja "a jornada #25abrilnaRede de neutralização dos maiores focos de notícias falsas nas redes sociais portuguesas, que iremos denunciar e bloquear".

O manifesto foi lançado pela encenadora e atriz Sara Carinhas. Em declarações à TSF, Carinhas afirmou que o fez porque a afligem "discursos do tipo: nem vale a pena votar, os políticos são todos iguais, querem todos é poleiro". Para a promotora, ainda há em Portugal "muita falta de hábito de discutir e escrutinar aquilo que nos é mostrado", carência que pretende combater. O manifesto está aberto a subscrições do público. Conta entre os primeiros subscritores com figuras conhecidas do debate político, da televisão e das artes, como Daniel Oliveira, Diana Andringa, Filomena Cautela, Joana Solnado ou Olga Roriz, entre outras.

Abaixo publicamos a participação do deputado bloquista Jorge Costa no Fórum TSF sobre a Desinformação nas Redes, que teve lugar nesta segunda-feira, 22 de abril.

 

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