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Manifestações pela sobrevivência de salas de programação musical

A associação Circuito, que representa 27 salas de programação de música em todo o país, promove este sábado às 15 horas, manifestações em Lisboa, Porto, Viseu e Évora, pela sobrevivência desses espaços, com o lema #aovivooumorto.
As filas irão formar-se este sábado pelas 15:00 no Lux-Frágil, em Lisboa, no Maus Hábitos, no Porto, no Carmo 81, em Viseu, e na Sociedade Harmonia Eborense, em Évora
As filas irão formar-se este sábado pelas 15:00 no Lux-Frágil, em Lisboa, no Maus Hábitos, no Porto, no Carmo 81, em Viseu, e na Sociedade Harmonia Eborense, em Évora

A associação Circuito “chama a comunidade artística e o público a juntar-se numa fila/manifestação que pretende sensibilizar para a importância destes locais para a cena musical nacional”. “A sobrevivência destas salas está em risco iminente”, alertam e apelam “à implementação urgente de medidas de apoio e estratégias públicas de proteção e valorização deste setor”.

As filas irão formar-se pelas 15:00 no Lux-Frágil, em Lisboa, no Maus Hábitos, no Porto, no Carmo 81, em Viseu, e na Sociedade Harmonia Eborense, em Évora. A ação tem o lema #aovivooumorto

As manifestações são o culminar de uma campanha que teve início no passado dia 8 de outubro, que foi criada “em resposta à cada vez maior ameaça à sobrevivência de 27 salas de programação de música em todo o país” e é “protagonizada por nomes de vários quadrantes da música nacional como Gisela João, Tomás Wallenstein, Marfox, Yen Sung e Hélio Morais”.

As 27 salas são: A Casa - Oficina os Infantes, Alma Danada, Bang Venue, Barracuda Clube de Roque, Barreirinha, B'Leza, Carmo '81, Casa do Capitão, Casa Independente, Club de Vila Real, Damas, Ferro Bar, Hard Club, Hot Clube Portugal, Lounge, Lux Frágil, Maus Hábitos, Musicbox, Passos Manuel, Plano B, RCA Club, Salão Brazil, Sociedade Harmonia Eborense, Titanic Sur Mer, Valsa, Village Underground Lisboa e Woodstock 69 Rock Bar.

Este conjunto de salas promoveu em 2019 “7.537 atuações musicais, envolvendo milhares de autores, intérpretes e outros profissionais do espetáculo, para uma audiência de 1.178.847 pessoas”.

A Circuito não defende a reabertura destas salas, “até se decidir que estão reunidas as condições necessárias para retomar a atividade”, mas pede “a abertura urgente do discurso político à valorização e reconhecimento formal e definitivo de todas as práticas artísticas, culturais e de socialização, como forma de combate à secundarização e estigmatização das práticas e dos agentes culturais enquanto atores sociais”.

“As salas e clubes de programação de música distinguem-se por serem espaços de música e cultura com uma programação própria”, salienta a Circuito.

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