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Manifestação em homenagem a Rosa Luxemburgo reprimida pela polícia

Os manifestantes cumpriam as regras sanitárias. Mas a polícia não gostou de ver bandeiras de um antigo movimento de juventude da RDA e irrompeu pela concentração, causando feridos e detendo 15 pessoas.
Polícia alemã carrega sobre manifestação de homenagem a Rosa Luxemburgo. Janeiro de 2021. Foto de @AFTAB2AHMED/Twitter.
Polícia alemã carrega sobre manifestação de homenagem a Rosa Luxemburgo. Janeiro de 2021. Foto de @AFTAB2AHMED/Twitter.

Apesar das comemorações oficiais terem este ano sido adiadas para março, devido à pandemia, cerca de duas mil pessoas juntaram-se no domingo para assinalar o 102º aniversário do assassinato de Rosa Luxemburgo e de Karl Liebknecht. Usaram máscaras de proteção e respeitavam as regras sanitárias em vigor na Alemanha.

Segundo a Deutsche Welle, a polícia decidiu entrar em confronto com estes manifestantes por causa da existência na concentração de bandeiras “proibidas”, supostamente referentes à Juventude Alemã Livre, um movimento juvenil comunista da antiga Alemanha Oriental.

O Izquierda Diario revela que vários manifestantes ficaram feridos e que 15 foram presos. Refere ainda que a afirmação de que as bandeiras da organização que sucedeu à antiga organização juvenil dependente do governo da RDA é contestada juridicamente. Os manifestantes queixam-se ainda que a intervenção policial aglomerou os participantes, tornando impossível manter o distanciamento social e colocando em perigo a saúde pública.

Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram dois dos dirigentes comunistas alemães assassinados na vaga de repressão que se seguiu à tentativa revolucionária de janeiro de 1919. Foram executados por tiros disparados à queima-roupa, pela mão da extrema-direita, os grupos militarizados Freikorps, sob a supervisão do ministro Gustav Noske, do governo do SPD, Partido Social-Democrata alemão, dirigido então por Friedrich Ebert.

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