A marcha “Abril pela Palestina” assinala os seis meses desde o início da mortandade na Faixa de Gaza. A iniciativa partiu da Praça do Município, em Lisboa, pouco depois das 15h30 em direção ao Largo do Intendente, com passagem pelo Largo do Carmo, onde se fez ecoar a música "Grândola, Vila Morena".
De acordo com a Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, foram várias as centenas de pessoas a juntarem-se a esta manifestação.
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Com bandeiras da Palestina, o lenço símbolo da luta palestiniana, cartazes, palavras de ordem, os e as manifestantes exigiram "o fim da ocupação e um cessar fogo imediato".
"No ano em que Portugal celebra 50 anos de Liberdade e do fim do fascismo, na Palestina a ocupação colonial e a limpeza étnica continuam, sob o olhar passivo da comunidade internacional", frisa a organização.
A líder bloquista Mariana Mortágua participou nesta iniciativa. Em declarações aos jornalistas, lembrou que Israel matou mais de 30 mil pessoas em Gaza, e que quase metade dos mortos são crianças.
Mariana Mortágua repudiou veementemente “a política de genocídio e de extermínio que Israel está a levar a cabo em Gaza”, realçando que é necessária uma “mobilização da comunidade internacional”.
“A ONU já o fez e o seu secretário geral tem-no feito”, vincou.
A dirigente do Bloco do Esquerda afirmou que “é importante que os diferentes países da União Europeia reconheçam o Estado da Palestina”.
Segundo Mariana Mortágua, o reconhecimento da Palestina “é hoje movimento político para travar o genocídio e para dizer a Israel que tem de reconhecer a legitimidade de um Estado e de um povo que está a ser massacrado às suas mãos”.
A coordenadora do Bloco lembrou que países da União Europeia como Eslovénia, Espanha, Malta e Irlanda “estão a tomar ações e que prometeram já reconhecer unilateralmente o Estado da Palestina”.
A líder bloquista apelou a uma “política internacional responsável, justa e solidária” e exigiu ao Governo português que abandone “as suas posições irresponsáveis do passado, em que negava a existência do genocídio, em que se opunha até às posições” de António Guterres. E que “coloque Portugal na linha da frente do reconhecimento do Estado da Palestina e no caminho para a paz e respeito pelo povo Palestiniano”.