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Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi são distinguidos com o Prémio Nobel da Paz

Os dois ativistas dos direitos humanos foram reconhecidos “pela sua luta contra a opressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação”, avançou a Academia Nobel de Oslo.

“Demonstrando grande coragem pessoal, Kailash Satyarthi, mantendo a tradição de Gandhi, encabeçou diversas formas de protestos e manifestações, todas elas pacíficas, focadas na grave exploração de crianças com propósitos financeiros. Ele também contribuiu para o desenvolvimento de convenções internacionais importantes no campo dos direitos humanos”, frisam os responsáveis pela atribuição do Prémio Nobel da Paz.

“Apesar da sua juventude, Malala Yousafzai já luta há vários anos pelo direito das raparigas à educação e mostrou através do seu exemplo que crianças e jovens podem, também, contribuir para melhorar a sua própria situação. E fê-lo sob condições muito perigosas. Durante a sua luta heroica, tornou-se numa porta-voz fundamental para o direito das raparigas à educação”, refere a Academia.

Malala Yousafzai, de 17 anos, tornou-se o símbolo da luta pelo direito das mulheres e jovens paquistanesas à educação, especialmente no Vale de Swat, a região paquistanesa controlada pelos talibãs, que baniram o acesso das jovens às escolas. Os fundamentalistas islâmicos atentaram contra a sua vida em outubro de 2012, mas Malala sobreviveu e a sua causa ganhou então expressão mundial. Em 2009, quando a ativista tinha somente 12 anos, o New York Times fez um documentário sobre a sua vida. Malala já foi premiada com um Prémio Sakarov.

Num comunicado endereçado ao XXXII congresso dos marxistas paquistaneses, que teve lugar em março de 2013, a feminista muçulmana afirmou: "Estou convencida de que o socialismo é a única resposta, e exorto todos os companheiros a levar esta luta até uma conclusão vitoriosa. isso nos vai libertar das correntes do fanatismo e da exploração".

Kailash Satyarthi, de 60 anos, começou, por sua vez, aos 26 anos a sua luta contra a opressão de crianças e jovens. O ativista indiano é responsável por inúmeros projetos ligados à defesa dos direitos das crianças, entre os quais a plataforma Global March Against Child Labour.

Malala Yousafzai addresses United Nations Youth Assembly

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