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Mais de vinte detidos em operação contra corrupção na legalização de imigrantes

Funcionários das Finanças, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Segurança Social, entre outros, foram detidos esta terça-feira de manhã numa operação da Polícia Judiciária que desmantelou uma rede criminosa que legalizava imigrantes para escravatura laboral e sexual.
Edifício da Polícia Judiciária em Lisboa.
Edifício da Polícia Judiciária em Lisboa. Foto de jcornelius. Wikicommons.

Depois de mais de três anos de investigação, a Unidade Nacional de Contra-terrorismo da Polícia Judiciária avançou na manhã desta terça-feira para o terreno detendo mais de vinte de pessoas.

Associação criminosa, corrupção ativa e passiva, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, são os crimes de que estão acusados. Entre os detidos estão dois funcionários das Finanças, dois da Segurança Social, uma inspetora do SEF e três advogados. Alegadamente, aceitariam subornos para fazer avançar casos de legalização de imigrantes, manipulando informações como contratos de trabalho fictícios.

Para além dos funcionários do Estado, há um outro conjunto de detidos que são acusados de angariar migrantes, alguns dos quais de nacionalidade paquistanesa, atraídos por promessas de emprego e legalização, segundo avança a TVI. E, de acordo com o DN, a rede também recorria a casamentos angariados.

Por sua vez, os corruptores farão parte de redes criminosas que se dedicam ao tráfico de imigrantes com vista à escravatura laboral ou sexual, no país ou dentro do espaço Schengen.

Os 240 inspetores da PJ fizeram buscas domiciliárias, em escritórios de advogados, na Autoridade Tributária e na Segurança Social. E os detidos serão presentes esta quarta-feira a tribunal.

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