Está aqui

Mais de quatro mil cancros terão ficado por diagnosticar devido à pandemia

Não foram feitos 20 milhões de exames de diagnóstico porque os cuidados de saúde não urgentes estão parados.
Análises. Foto de Paulete Matos.
Análises. Foto de Paulete Matos.

A paragem dos cuidados de saúde não urgentes, devido à pandemia da Covid-19, terá deixado por diagnosticar quatro mil casos de cancro. O cálculo é da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia e foi noticiado pelo Expresso.

Os especialistas desta área informam que são descobertos mensalmente, através de vários exames que não estão a ser realizados desde o início do confinamento, em média 1440 casos. Somar-se-ão a estes cerca 856 cancros colorretais, 581 cancros da mama, 551 da próstata, 440 do pulmão, 240 do estômago e 135 do pâncreas. Totalizando 4849 possíveis casos. Estas projeções são feitas de acordo com os números do observatório do cancro da Organização Mundial de Saúde.

Por exemplo, de acordo com o mesmo jornal, o programa de rastreio ao cancro da mama da Liga Portuguesa contra o Cancro cobre mensalmente trinta mil pessoas. E cada mil, 2,5 dão positivo.

A Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde tem números ainda de outra ordem de grandeza. Segundo Abel Bruno Henriques, o secretário-geral desta organização, 20 milhões de atos, sobretudo exames de diagnóstico e análises, ficaram por fazer. Contabiliza-se “uma redução de 90% dos atos em ambulatório, portanto o SNS está congelado. Temos contabilizada uma redução de 80% nas análises clínicas, 95% na imagiologia e 100% em exames de cardiologia ou de gastrenterologia, como endoscopias ou colonoscopias, por exemplo.”

Termos relacionados #SomosTodosSNS, Covid-19, Sociedade
(...)