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“Mais aviões não”: sábado há concentração no aeroporto de Lisboa

Um grupo de associações convocam para este sábado às 15h uma concentração de protesto contra a intenção do governo de quase duplicar o número de movimentos de aviões na região de Lisboa.
Avião em manobra de aterragem em Lisboa. Foto nodesign.net/Flickr

“Trata-se de um processo que não serve os interesses do país e que é contra as pessoas, o seu bem-estar, a sua saúde e a sua segurança e é um grave atentado ao ambiente”, acusa a convocatória da concentração marcada para dia 14 de dezembro às 15h na Alameda do Aeroporto Humberto Delgado no terminal das chegadas.

Entre os promotores iniciais da concentração, ainda aberta a adesões coletivas, estão a União dos Sindicatos de Lisboa da CGTP, os movimentos Aterra, Lisboa Precisa, Rede Urtica, Fapas e GlocalDecide e a Plataforma Aeroporto BA6-Montijo Não!

Na origem do protesto está a decisão do governo e da concessionária ANA/Vincide “quase duplicar o número de movimentos de aviões na região de Lisboa, com grande incidência no Aeroporto Humberto Delgado incluindo o período noturno e, em paralelo, construir um designado aeroporto da Base Aérea do Montijo, complementar à Portela”. Para além do aumento do risco de segurança para quem vive debaixo do tráfego aéreo a baixa altitude, irá também aumentar a poluição atmosférica e o ruído provocado pelo aumento dos movimentos de aviões de grandes dimensões, possível graças ao prolongamento da pista de aterragem no atual aeroporto.

Os organizadores apontam a contradição entre o estado de emergência climática decretado recentemente pelo Parlamento Europeu e os planos do governo, que consideram ser “o pior contributo que se pode dar” no combate às alterações climáticas.

“Tudo isto é feiro à revelia da legislação e dos procedimentos a que o estado está obrigado, e no caso da Portela sem qualquer Avaliação do Impacte Ambiental”, referem ainda na convocatória da concentração.

Lembrando que a concessão do aeroporto à Vinci só termina em 2062, as associações sublinham que o aumento da pressão sobre a região de Lisboa irá condenar os seus habitantes “a viver pior durante mais umas décadas” se nada for feito agora.

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