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Maiores consumidores de petróleo vão usar reservas para baixar os preços dos combustíveis

Entidade Nacional para o Setor Energético considera que este método só é aconselhado para países que produzem muito petróleo, o que não é o caso de Portugal.
Navio-petroleiro | Foto de Erin | Flickr

Os Estados Unidos vão utilizar as suas reservas estratégicas de petróleo para tentar baixar os preços dos combustíveis, segundo a Lusa. A iniciativa será coordenada com a China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido numa tentativa de aumentar a oferta para reduzir assim os preços.

O país vai colocar no mercado 50 milhões de barris de petróleo depois de, segundo a administração liderada por Joe Biden, não ter tido sucesso nas negociações com os produtores, nomeadamente a Arábia Saudita.

ENSE considera que esta estratégia não é aconselhável em Portugal

A Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), citada pelo jornal ECO, explica que a utilização de reservas estratégicas de petróleo não é aconselhada para evitar subidas de preço em países sem capacidade de produção, como Portugal.

Numa nota, a ENSE afirma que “os cenários de disrupção que aconselham a utilização de reservas não são para um contexto de pressão sobre os preços, como é visível no texto (diretiva comunitária) que se cita desse ponto em que se refere taxativamente que «esses casos urgentes ou crises locais não incluem situações causadas pela evolução do preço do petróleo em bruto ou dos produtores petrolíferos(..)»”.

Mesmo tendo um sistema mais flexível neste setor, no caso americano “não seria racional mobilizar reservas para promover estabilização de preços que depois seriam pressionados ainda assim pelo custo superior que o sistema teria para repor os níveis mínimos de reservas estabelecidos”, sublinha a ENSE.

Para a entidade, a utilização de reservas para estabilizar os mercados “só poderá ser considerada possível e racional em países que sejam simultaneamente produtores e com escala suficiente para que a substituição destas quantidades mobilizadas não onere mais o sistema (e, logo, os agentes económicos e consumidores)”. Portanto, Portugal não tendo capacidade de produção, não conseguiria garantir a substituição de reservas a um custo que valha a pena.

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