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Maior manifestação de sempre das polícias exige Demissão do Governo

Milhares de profissionais das forças e serviços de segurança manifestaram-se em Lisboa contra os cortes salariais. "Está na hora do Governo ir embora", foi a frase mais gritada. No final do protesto, os manifestantes romperam a barreira e subiram a escadaria da AR. O coordenador do Bloco afirmou que "os agentes das forças de segurança têm o direito de protestar”, salientando que também eles “estão a ser vítimas de uma brutal austeridade”.
O coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo afirmou que "os agentes das forças de segurança têm o direito de protestar”, salientando que também eles “estão a ser vítimas de uma brutal austeridade”

A manifestação dos membros das forças policiais, contra os cortes salariais e orçamentais, constituiu "o maior protesto de todos os tempos" destes profissionais, tendo juntado mais de 10 mil – segundo os sindicatos. “Está na hora do Governo ir embora”, foi o lema mais gritado na manifestação que decorreu entre o largo de Camões e a Assembleia da República (AR), em Lisboa.

O coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, declarou à Lusa: "Os agentes das forças de segurança têm o direito de protestar, porque, tal como muitos outros setores sociais, também estão a ser vítimas de uma brutal austeridade e de uma degradação das suas condições de vida. Precisamos de forças de segurança democráticas, que se sintam bem com a sua profissão, com as condições que o Governo lhes deveria dar e que lhes está a retirar".

No final do protesto, os manifestantes romperam a barreira e subiram a escadaria da AR, concentrando-se à entrada do edifício. O secretário nacional da comissão coordenadora permanente (CCP) dos sindicados e associações dos profissionais das forças e serviços de segurança, Paulo Rodrigues, disse à Lusa que "o que aconteceu aqui foi um estado de revolta", um “ato simbólico” que resultou de uma “atitude espontânea”.

Paulo Rodrigues realçou ainda: "O Governo tem de analisar muito bem o que aconteceu aqui. Não só a atitude simbólica de entrar nas escadas da AR, mas também pela mobilização".

A manifestação foi organizada pela comissão coordenadora permanente (CCP) dos sindicatos e associações dos profissionais das forças e serviços de segurança, que congrega a GNR, PSP, Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Polícia Marítima, Guardas Prisionais e Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Pela primeira vez, os inspetores da PJ juntaram-se ao protesto organizado pela CCP.

Mário Coimbra, da Associação Sindical dos Investigadores Criminais (ASFIC/PJ), explicou à Lusa que os inspetores da PJ se juntaram ao protesto, porque “os problemas são transversais a todas as forças policiais e de segurança”, tal como os cortes nos vencimentos e nos orçamentos das instituições.

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